Fábio Moroni e Gabriel Antunes, do coletivo Vamos à Luta e da CST-PSOL.
Estudantes protestam na UFPA contra cortes de verbas da Educação de Dilma e Cid Gomes
O Ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), do Governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) esteve em Belém na última sexta-feira (27/02) e ao realizar a visita agendada à Universidade Federal do Pará – UFPA, foi recebido por uma manifestação construída pelas organizações do movimento estudantil, dentre elas o coletivo Vamos à Luta. Com cartazes e palavras-de-ordem denunciando o absurdo corte de 7 bilhões aplicado pelo Governo Dilma no orçamento para a educação foram a principal consigna do protesto. A princípio, o ministro hesitou em falar com os estudantes, porém o descontentamento e pressão deles o pressionou a querer “dialogar” com os manifestantes. Reafirmando e defendendo a política educacional do Governo Dilma, Cid Gomes reivindicou as transferências de recursos públicos para as universidades privadas através de programas como o PROUNI e FIES, que garante isenções fiscais aos empresários, maquiam a crise existente no ensino privado e que enriquecem os “tubarões do ensino” endividando cada vez mais famílias em todo o Brasil. Mesmo com toda a sua enrolação, não conseguiu esconder o aumento do contingenciamento de recursos públicos nas áreas sociais como saúde e educação para ampliar o superávit primário e o pagamento da Dívida Pública aos banqueiros e ao sistema financeiro mundial, pelo contrário, tremeu nas bases diante de estudantes e técnicos da UFPA e assumiu que a equipe econômica de Dilma está comprometida com isso. Chegou ao absurdo de afirmar que as creches universitárias não são uma prioridade para as universidades, quando entendemos o total oposto de que as trabalhadoras e mães universitárias necessitam muito dessa importante assistência para evitar o abandono da universidade e do trabalho.

Nós do coletivo Vamos à Luta e da CST-PSOL estivemos presentes, denunciando intransigentemente os ataques do Governo Dilma e seus ministros conservadores, enquanto que o Ministro da Educação de Dilma chegou a reeditar a sua famosa pérola de que “professores devem trabalhar por amor”, afirmando dessa vez que os professores devem “trabalhar por amor e não para enriquecer”! Uma completa cara de pau, quando quem enriquece são os empresários da educação com os anos de incentivo fiscal e repasses de recursos públicos à iniciativa privada ampliados pelo governo! Em determinada altura, quando o ministro dizia que quereriam a cabeça dele caso não aplicasse o reajuste, disparamos “Então quem vai querer a tua cabeça somos nós!”. Cid Gomes é a mesma figura que questionou a Lei do Piso Salarial Nacional dos professores com ações na justiça, demonstrando seu completo descompromisso com os trabalhadores e a educação pública. Com a tamanha enrolação, os estudantes deram às costas à ladainha cantando “É ou não é piada de salão? Tem dinheiro pra banqueiro mas não tem pra educação!”.
Em 2015, está mais do que claro que o maior inimigo da educação brasileira é esse governo, depois do imenso estelionato eleitoral promovido em 2014, com violentos pacotes de ajustes e tarifaços aplicados de norte a sul, por meio de aumentos nos combustíveis, na energia elétrica e a redução dos recursos repassados para os serviços públicos, de modo que deve ser enfrentando com toda força pelo movimento estudantil de conjunto! Só a luta intransigente da base dos estudantes, Centros Acadêmicos e DCEs contra a política de ajustes do Governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) irá trazer conquistas e melhorias em nossos Restaurantes Universitários, na assistência estudantil, na estrutura das universidades, nas bolsas, em mais investimentos para a educação pública, gratuita e de qualidade! É preciso que o movimento estudantil siga unitariamente o exemplo de luta dos radicalizados trabalhadores grevistas caminhoneiros que paralisaram as vias do Brasil, os metalúrgicos da Volks em São Paulo que derrotaram as burocracias sindicais e arrancaram vitórias contra os ajustes de Dilma ou os professores do Paraná que massivamente enfrentam nas ruas os ajustes dos governos! Não nos resta outra saída que não seja a luta!