Por Vamos à Luta Campinas

Muitos ataques e muita luta em curso!

Os tempos atuais são de muitos ataques, e de muitas lutas. Temer (PMDB) quer congelar os investimentos em Saúde e Educação por 20 anos com a PEC 55; afastar dos jovens o estudo de Sociologia, Filosofia, Educação Física e Artes no Ensino Médio; punir os professores e os secundaristas que ocuparam escolas, ao propor que a escola não sirva para formar senso crítico. Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara de Deputados, procura barrar qualquer avanço da luta das mulheres pelo direito ao aborto. A reforma da previdência, prometida por Dilma aos ricaços do país, será aplicada por Temer, junto a uma reforma trabalhista que visa ampliar a terceirização.

No país inteiro, os estudantes respondem a esses ataques com muita luta! Há mais de mil escolas estaduais, Universidades e Institutos Federais que continuam ocupados contra a PEC 55 e a Reforma do Ensino Médio. O ato do dia 29 de Novembro pelo Fora Temer reuniu mais de 20 mil estudantes em Brasília, onde resistimos à repressão para defender a Educação. Na Unicamp, na USP e na Unesp, fizemos uma grande greve este ano pela defesa da Universidade Pública, por Cotas e Permanência Estudantil.

Enquanto Temer e Alckmin querem jogar a conta da crise em nossas costas para garantir o lucro dos banqueiros e magnatas, a juventude de todo o país vai à luta pra não deixar passar nenhum direito e nem uma a menos!

Lutar Sem Temer e enterrar o PT!

Para os estudantes que apoiaram e fizeram a greve deste ano engatilhada pelo corte/contingenciamento de R$ 40 milhões promovido por Alckmin, participando em massa das assembleias de curso e paralisando mais de 20 institutos por 3 meses, ficou clara a necessidade de continuar lutando no ano que vem. Afinal de contas, a Unicamp não vive numa bolha: com a piora da crise econômica, mais cortes virão.

Para nós, do Vamos à Luta, o DCE tem a necessidade de organizar, unificar e ampliar a luta dos estudantes. É necessário um DCE que seja muito mais do que uma continuidade das gestões passadas, que amplifique a luta dos estudantes contra Temer e que, ao mesmo tempo, não caia no ex-governismo que tem saudades de Dilma, pois sabemos que o governo ajustador do PT era nosso inimigo, reprimia trabalhadores e indígenas, e também cortava verba da Educação e da Saúde.

É nesse esforço que compomos a chapa Lutar Sem Temer, uma chapa de 72 membros, junto a estudantes grevistas e aos coletivos Domínio Público, MAIS e Juntos. A chapa provou que é possível ter unidade programática, pela construção de uma alternativa de esquerda para os estudantes. Contra os ataques dos governos do PMDB/PT/PSDB!

Fomos vitoriosos no processo eleitoral do DCE, para fazer uma gestão de superação dos problemas e avanço dos acertos. Estaremos na luta pela mobilização constante dos estudantes, pela democracia no movimento estudantil, e contra qualquer ataque da reitoria!

O Papel das chapas nas eleições de DCE e suas políticas

A UJS, organização de juventude dirigida pelo PCdoB e que encabeçou a chapa Todas as Vozes, fez uma campanha muito maior do que sua presença na própria universidade: com propostas vagas e uma discussão tímida, bastante diluída e com muitas calúnias.

Entendemos que foi assim pois, de fato, num debate aprofundado, não seria fácil explicar para os estudantes da Unicamp que esse mesmo grupo político fez parte do governo de Jonas Donizette (PSB), prefeito de Campinas, até onde deu, dias atrás. Chegaram a fazer de um ato Fora Temer uma atividade de campanha com bandeiraço de Jonas. Um governo de estratégico para Alckmin, Carlos Sampaio e os Ladrões de Merenda, dirigido pelos empresários de ônibus e contra o povo, em comunhão com o DEM, PSDB e PMDB.

Tampouco saberiam explicar o imobilismo da UNE/UJS, da CUT/PT e da CTB/PCdoB, entidades que deveriam representar os estudantes e trabalhadores de todo o país. Infelizmente, a UNE burocratizada pela gestão da UJS preferiu sair em defesa de Lula e do PT, preparando o caminho para tentar elegê-lo presidente em 2018, ao invés de se mobilizar para a greves da Unicamp, USP e Unesp, demorando meses até pra entrar de vez no Fora Temer. As centrais sindicais CUT e a CTB seguem o mesmo caminho, ao invés de organizar uma greve geral pelo Fora Temer já!

Não à toa o seu projeto foi derrotado nas eleições: não prioriza, representa nem está a serviço dos estudantes. Queremos Fora Temer pra ontem, não para 2018 e muito menos em troca de Lula lá de novo!

A juventude Faísca/MRT, que encabeçou a chapa Contragolpe, infelizmente optou pelo isolamento e pela autoproclamação de sua chapa, recusando um projeto de unidade contra Temer e em defesa dos estudantes. Acabou tendo um resultado pequeno, fruto de sua política de isolamento. Propõem que a luta principal hoje é contra um golpe, algo que nós fraternalmente discordamos. Para nós, a luta principal que precisa de unidade é sobre como vamos derrotar Temer e construir uma saída dos estudantes e trabalhadores para a crise.

Uma boa novidade nessas eleições para DCE/CONSU/CCG foi a chapa Bloco da Periferia, que disputou as cadeiras no Conselho Universitário. No CONSU serão votadas a implementação das cotas étnico-raciais e definidos os rumos da ampliação da moradia. A chapa foi composta estudantes em maioria independentes, integrantes do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, Frente Pró-Cotas e RDs da Moradia Estudantil,  que estavam na greve lutando contra os ataques do Governo e Reitoria. Durante a gestão, queremos estar lado a lado para garantir as cotas étnico-raciais e a aplicação das conquistas da nossa greve, sem nenhuma punição aos estudantes que lutam! Somos aliados na luta contra a reitoria e por uma universidade sem elitismo e racismo, pelo avanço das pautas que erguemos durante a greve estudantil.

Próximos passos, seguimos na luta!

O ano que vem e a nossa gestão são grandes desafios. Seguiremos na luta contra todos os ataques que qualquer governo possa preparar contra nós, estudantes. Lutaremos para garantir a implementação das cotas étnico-raciais na universidade e a ampliação da moradia e das bolsas de assistência estudantil, e contra as punições aos grevistas. Queremos derrotar Temer e a Reitoria, que querem precarizar ainda mais a Unicamp e mantê-la elitizada. Nós da Juventude Vamos à Luta somos parte ativa da Lutar Sem Temer, e vamos batalhar para que essa gestão seja de muita luta, democracia e mobilização!