As eleições de tiragem de delegados para o 55° congresso da UNE irão acontecer após a jornada de lutas do mês de março, que teve início com os maiores atos de mulheres das últimas décadas no 8M. Passou pelos grandes atos do dia 15, e continuou com importantes passeatas no dia 31, demonstrando a enorme disposição de luta que existe. No mês de abril, está marcada a data da GREVE GERAL para o dia 28|04 que deve ser construída nas escolas e universidades com comitês de mobilização e assembleias que votem greve estudantil.

PRECISAMOS COMBINAR AS DE ELEIÇÕES DE DELEGADOS COM A MOBILIZAÇÃO PARA A GREVE GERAL.

Uma direção sem vacilo se faz com unidade da esquerda. A OPOSIÇÃO DE ESQUERDA (UJR, JUNTOS, RUA, UJC…) necessita ser linha de frente nesse processo, sendo assim mais que necessária a nossa unidade contra a Reforma da Previdência, as Terceirizações e pelo Fora Temer, superando nossa dispersão. Lamentamos que nesse início de eleições estejamos vendo o setores da oposição de esquerda divididos entre chapas, como na FIO CRUZ (RJ) com setores da oposição junto com a UJS/PCdoB, ou no caso da UNB com uma ampla unidade “contra o avanço da direita”. Essa dispersão só aumenta a possibilidade na tentativa da UJS/PCdoB, Kizomba/PT e LPJ se reciclarem como direção do movimento estudantil, dando legitimidade a uma direção política falida para os interesses dos estudantes.

POR QUE NÃO ROLA UNIDADE COM A PELEGADA?

Estivemos nas lutas de março e estaremos na GREVE GERAL em atos com os setores que estiveram no governo Dilma, em uma unidade de ação contra a Reforma da Previdência, as Terceirizações e todas as medidas de ajuste do governo ilegítimo de Temer. Mas nossa estratégia NÃO é desgastar Temer (PMDB) e dizer “LULA LÁ” em 2018. Queremos derrotar o Temer e construir uma nova alternativa de esquerda sem o PT e os traidores da juventude e dos trabalhadores, mas sobre isso podemos falar mais depois, o fato é que essas direções não são consequentes e dessa forma, não podemos ter confiança em sua palavra;

1 – Traíram as ocupações em um momento decisivo de 2016, quando não organizaram a plenária nacional das ocupações e contribuíram para nossa derrota.

2 – Quando o PT assumiu o Senado com o afastamento de Renan, cederam ao interesse da burguesia (mais uma vez) e fecharam um acordão com STF e Renan, aí a PEC 55 foi votada.

3 – A UJS, LPJ e Kizomba apoiaram Rodrigo Maia (DEM) para presidência da Câmara dos Deputados em troca de arquivar a CPI da UNE. Apoiaram Jorge Picciani (PMDB) para a Assembleia Legislativa do RJ, o mesmo que comprou o TCU carioca.

4 – Enquanto rolou o 15 de março, esses setores que estão na direção majoritária da UNE concordaram com o acordo que a CUT e CTB fecharam com Rodrigo Maia, acreditando que ele adiaria a votação das terceirizações, acreditaram nele e ele botou pra votar, você riu disso? Pois é, os trabalhadores choraram.

OPOSIÇÃO DE ESQUERDA COMBINA COM GREVE GERAL

Convidamos os coletivos estudantis da oposição de esquerda da UNE, o JUNTOS, RUA, PCR, UJC, além dos companheiros do MAIS que voltam aos espaços da UNE para construir a unidade, exigindo que a UNE faça um chamado nacional à juventude, que organizem assembleias nas universidades e comandos de mobilização para GREVE GERAL. Da mesma forma em que não podemos confiar nos traidores de nossas lutas, e por isso, a Oposição de Esquerda deve tomar a iniciativa de impulsionar os comitês de mobilização para fortalecer a GREVE GERAL. Nas eleições as chapas da oposição precisam desmascarar a UJS/Kizomba e LPJ e se mostrar como alternativa, inspirados pelo levante da juventude em diversos países para varrer as burocracias.