As eleições para o DCE da Universidade Federal de Santa Maria/RS acontecem numa conjuntura nacional de crise política e econômica onde o governo corrupto de Michel Temer ataca os direitos da classe trabalhadora e da juventude, buscando retirar direitos para encher os bolsos de bancos e empresários ricaços. Os efeitos dessa política se refletem na UFSM cotidianamente, onde os estudantes tem sua permanência na universidade incerta devido à falta de bolsas fruto dos cortes na educação. As filas dos Restaurantes Universitários estão enormes por falta de ampliação da estrutura e trabalhadores terceirizados são demitidos aos montes, sobrecarregando os que ficam e precarizando ainda mais os serviços da universidade.

Enquanto isso temos uma gestão de DCE comandada pela “Libertas”, uma direita liberal que é conivente com a política do governo federal e atua somente no sentido de desmobilizar os estudantes indignados. Ano passado uma assembleia de 5 mil estudantes legitimou o processo de ocupação dos prédios da UFSM contra a PEC 55, e a gestão “Libertas” desrespeitou a decisão e ainda por cima foi autora de uma ação que visava desocupar à força os prédios, criminalizando estudantes que estavam na luta pelos seus direitos. A única coisa que interessa pra essa turma é realizar atividades sobre “empreendedorismo”, que na prática significa a defesa da entrada de empresas privadas na universidade, abrindo caminho para a privatização da educação na nossa universidade. Agora buscam se reeleger com essa mesma cara.

Por outro lado temos os burocratas do PT, que por anos foram gestão do DCE, buscando se colocar como uma alternativa frente à essa direita liberal. Sabemos que os problemas do DCE não são de hoje, existiam nas gestões passadas e foram eles os responsáveis por abrir caminho para que a Libertas se elegesse no ano passado. Enquanto gestão foram ferrenhos defensores do governo Dilma, mentiam pros estudantes de que haveria uma “guinada à esquerda” desse governo, enquanto Dilma aliada com a direita atacava nossos direitos e cortava da educação. Eram aliados da reitoria e negociaram nossos direitos enquanto estudantes estavam na luta em ocupações. Agora mesmo enquanto oposição, não fizeram uma luta consequente contra os ataques do governo. Não os víamos em reuniões para construir a Greve Geral pois estavam mais preocupados com a campanha eleitoral para o “Lula 2018”.

Frente à essas duas chapas, existe uma alternativa. Nós da Juventude Vamos à Luta estamos compondo a “Chapa 2 – Lado a Lado” junto com os companheiros do Alicerce, UJC, Juventude do PSOL e estudantes independentes de diversos cursos da UFSM. É a chapa da unidade dos lutadores da esquerda combativa que esteve batalhando pela construção da Greve Geral na UFSM e aposta na mobilização dos estudantes ao lado da classe trabalhadora pra derrotar Temer e as Reformas antipopulares. Acreditamos que com independência de classe e trabalho de base podemos construir lado a lado com os estudantes da UFSM um DCE que esteja à serviço das lutas!

 

Dia 7 de junho é Chapa 2 – Lado a Lado para lutar e mudar as coisas na UFSM!