por Caio Martins, estudante de Economia da UNESP de Araraquara e militante da Juventude Vamos à Luta


Na UNESP, temos 34 unidades em 24 cidades do interior do Estado de São Paulo. Em tempos de crise, onde os governos buscam cortar direitos para manter os privilégios dos mais ricos, podemos notar a inconseqüência das gestões ligadas aos governos do PSDB na educação do estado. Temos campus precarizados, falta de investimentos em bolsas de permanência estudantil, moradias em estado crítico (para as cidades que as possuem) e cortes na alimentação nos Restaurantes Universitários (para os campus que possuem).

Das três estaduais paulistas, a UNESP foi pioneira na modalidade “campus experimental”, ou seja, unidades sediadas em edifícios sem condições de comportar o funcionamento com qualidade. Essa falta de estrutura dificulta a permanência de estudantes vindos da classe trabalhadora e se soma a falta de contratação de professores e técnicos administrativos para as faculdades e aumento do número de trabalhadores terceirizados.

Retomar o caminho da mobilização!

A UNESP não tem um DCE, o que dificulta o grau de mobilização dos estudantes para exigir melhorias de condições. Mesmo assim, através da mobilização nos diversos campi, em 2013 os estudantes batalharam pela não implementação do Programa de Inclusão por Mérito Estadual Paulista (PIMESP), que visava uma precarização ainda maior do ensino. Assim, os estudantes da UNESP foram protagonistas de diversas mobilizações, que ajudaram a garantir o Sistema de Reserva de Vagas, de modo que em 2018, 50% das vagas para ingressantes já será destinada aos estudantes pretos, pardos, indígenas e/ou vindos da escola pública. Uma imensa vitória para os que lutam pela democratização do acesso à universidade. Para as atuais lutas que temos pela frente, é preciso retomar o exemplo de 2013, ou seja, o caminho da mobilização coletiva.

Queremos Bandejão e Moradia em todos os Campi!

Não é possível continuar sem Bandejão e Moradia nos mais diversos campi. Onde já tem, é preciso ampliar a oferta. A assistência estudantil é imprescindível pra que os estudantes, sobretudo mais pobres, se mantenham na UNESP. Porém, a reitoria, alinhada ao governo tucano, boicota o programa de SRV, cortando a assistência estudantil ao invés de ampliá-la. Dando continuidade ao projeto de “campus experimental”, como nos casos de Ourinhos e Tupã, que seguem sem uma estrutura mínima para suprir as necessidades dos estudantes.

Unificar a luta em toda UNESP!

Defendemos que façamos um dia de luta unificado em toda UNESP. Podemos debater nos mais diversos campi. Achamos que temos condições de fazer um dia de atos, paralisação e mobilização em outubro, onde levantemos todas as demandas que temos vinculadas à permanência estudantil. Para isso, devemos trabalhar com unidade do Movimento Estudantil nível estadual, construindo um comando de mobilização para articular a luta e visando num futuro próximo a refundação do DCE, que ajudaria muito a fortalecer todas as lutas que teremos pela frente.