Neste ano tivemos a vitória da chapa 3 “DCE de verdade, nosso partido é o estudante” nas eleições do DCE da UFRGS. Uma chapa que representa um projeto elitista de universidade e que conta com apoiadores que se reivindicam fascistas. Representam o mesmo grupo que fez ampla campanha contra as cotas no ano de sua implementação na UFRGS. São parte do projeto que esteve no DCE em 2010 e que com o mesmo discurso de “sem partido” levou a então governadora Yeda para dentro da universidade, teve candidato a deputado pelo PP(partido que veio da ARENA, que dirigiu o país durante a ditadura). Além disto, foram acusados de desvio de 50 mil reais do caixa do DCE pelo próprio advogado da entidade de então. Seu projeto é ter uma universidade voltada para garantir o lucro de meia-dúzia de empresários e não para que a universidade cumpra sua função social perante a maioria da população composta pelos trabalhadores.A UFRGS girou à direita?
Muitos estão colocando que a universidade girou à direita e a votação da chapa 3 seria expressão disso. Na nossa opinião isso não aconteceu, o que aconteceu foi um fortalecimento da direita nos cursos em que tradicionalmente ela vence (Engenharias, Medicina, Veterinária, Agronomia e Informática). Não houve setores inteiros de estudantes que sempre votaram em outros projetos e que agora teriam se identificado com este projeto elitista de UFRGS.
A ampla maioria dos votos da chapa 3 são daqueles que não estiveram presentes nas jornadas de junho ou nas manifestações de abril, que derrotaram o aumento da passagem. Muito pelo contrario, a votação da chapa 3 reflete a polarização social contra os que estavam nas ruas lutando. Obviamente que quando existem grandes mobilizações sociais a sociedade se polariza. Os que defendem seus privilégios também tentam se mobilizar. A direita na UFRGS conseguiu canalizar o voto deste setor.
Ao contrário do que tem se falado, os votos da chapa 3 essencialmente não reflete quem gritou “sem partido” nas manifestações, já que quem gritou isso lutou contra os aumentos da passagem, contra a copa, por mais investimentos na educação pública, ou seja, nada do que defendeu a chapa 3 durante as eleições. Apesar de não concordarmos com esta palavra de ordem, por defendermos que a juventude e os trabalhadores tem direito a se organizar em partidos políticos, vemos que ela reflete o amplo rechaço que a traição do PT gerou num setor da população, que nega “tudo que esta aí.
Mostrando sintonia com os projetos do governo federal, a chapa 3, além de defensora intransigente do Parque Tecnológico a serviço das empresas, defendeu a anulação da semana acadêmica no primeiro semestre para que nos adequemos ao calendário da copa, em mais uma política de confluência com o governo federal.
PT e PCdoB, derrotados e de mãos dadas com a direita
Com um programa de defesa do governo explicitamente, os CCs do PT e do PcdoB fizeram mais uma vez um papelão nestas eleições. Além de sua votação ter sido baixa, os governistas saíram comemorando a derrota da esquerda nas eleições. Ficou clara a aliança do governismo com a direita mais reacionária, o que acontece nos governo federal quando o PT de Lula e Dilma governa com Sarney, Maluf, Collor, Feliciano, etc. Ou mesmo o que vimos em Porto Alegre com a aliança de Manuela e Ana Amélia Lemos. Na apuração a camaradagem entre as duas chapas. A chapa 2, mesmo tendo gastado uma fortuna na campanha, no final se resumiu a comemorar a vitória junto com a chapa 3. O governismo que em junho mentia sobre o eminente “golpe fascista” saíram das eleições do DCE comemorando a vitória da chapa 3 junto com estudantes autodeclarados fascistas.
Chapa 4, a derrota de um pequeno grupo que optou por dividir a esquerda
A chapa 4, apesar de contar em sua nominata com colegas que estiveram nas lutas, cumpriu um papel lamentável nessas eleições. Não atenderam o chamado de unidade da esquerda e optaram por fazer uma chapa própria que teve uma votação medíocre. Seu discurso anti-partido, completamente oportunista, mais parecia o da chapa 3.
Fizeram uma campanha onde o centro era atacar a nossa chapa. As principais lideranças da chapa, vinculadas um pequeno grupo autodenominado “Partido Comunista Revolucionário(PCR)”, no final da apuração fizeram coro com a chapa da direita e comemoraram com entusiasmo o resultado das eleições. Sabemos que muitos dos companheiros que compõem essa chapa estão revendo suas posições e não querem continuar ao lado do PCR, que atacou a esquerda nessa eleições enquanto a direita se fortalecia. Com estes colegas queremos fortalecer nossa aliança em cada luta que vier.
Fizeram uma campanha onde o centro era atacar a nossa chapa. As principais lideranças da chapa, vinculadas um pequeno grupo autodenominado “Partido Comunista Revolucionário(PCR)”, no final da apuração fizeram coro com a chapa da direita e comemoraram com entusiasmo o resultado das eleições. Sabemos que muitos dos companheiros que compõem essa chapa estão revendo suas posições e não querem continuar ao lado do PCR, que atacou a esquerda nessa eleições enquanto a direita se fortalecia. Com estes colegas queremos fortalecer nossa aliança em cada luta que vier.
A esquerda seguirá nas ruas
Sobre a nossa chapa acreditamos que apesar da derrota avaliamos segue aberto um grande espaço para as mobilizações. Após junho, nossas ideias se fortaleceram em todo país. Com relação a eleição passada aumentamos em 300 votos, o que mostra o fortalecimento razoável. Apesar de termos alguns problemas com a atuação cotidiana nos cursos, esse fortalecimento se deve a atuação que o DCE teve nas jornadas de Junho e Abril sendo linha de frente junto com o Bloco de Lutas pelo Transporte Publico nas lutas na redução do valor da passagem onde nas ruas derrotamos a prefeitura e o empresariado vinculado ao transporte.
Construiremos uma forte oposição ao DCE , quem compôs a chapa 1 tem a tarefa de seguir a luta em 2014. Teremos o ano da copa e das eleições gerais no país, onde não há dúvidas que o Brasil será marcado por protestos, atos, greves e mobilizações de massa.
Na UFRGS a necessidade é de mobilização coletiva, como em 2010 quando a direita dirigiu o DCE, estaremos na linha de frente denunciando cada política do DCE que jogue contra a popularização da universidade, lutaremos contra a presença da Brigada Militar do governador Tarso(PT) no campus, pois ela já demonstrou que só serve para reprimir e não tem capacidade de fazer a segurança de ninguém. A Brigada Militar tão defendida pela chapa 3 e comandada pelos governos que a chapa 2 representou nesta eleições, foi quem prendeu nossa companheira do Coletivo Vamos à Luta Luany Barros, que foi a primeira presa política da luta que derrubou o aumento da passagem. Denunciaremos qualquer caso de corrupção e desvio de dinheiro, que em 2010 foram a principal marca do DCE gerido pela direita.
Os 1975 votos que tivemos são a matéria-prima das próximas mobilizações por uma UFRGS pública e popular, que, conectadas com o sentimento de mudança existente no país, tendem a crescer. Não daremos sossego nem para a gestão do DCE, nem para a reitoria e o Governo Dilma, principal responsável pelos problemas que atravessamos nas Universidades Públicas.
Na UFRGS a necessidade é de mobilização coletiva, como em 2010 quando a direita dirigiu o DCE, estaremos na linha de frente denunciando cada política do DCE que jogue contra a popularização da universidade, lutaremos contra a presença da Brigada Militar do governador Tarso(PT) no campus, pois ela já demonstrou que só serve para reprimir e não tem capacidade de fazer a segurança de ninguém. A Brigada Militar tão defendida pela chapa 3 e comandada pelos governos que a chapa 2 representou nesta eleições, foi quem prendeu nossa companheira do Coletivo Vamos à Luta Luany Barros, que foi a primeira presa política da luta que derrubou o aumento da passagem. Denunciaremos qualquer caso de corrupção e desvio de dinheiro, que em 2010 foram a principal marca do DCE gerido pela direita.
Os 1975 votos que tivemos são a matéria-prima das próximas mobilizações por uma UFRGS pública e popular, que, conectadas com o sentimento de mudança existente no país, tendem a crescer. Não daremos sossego nem para a gestão do DCE, nem para a reitoria e o Governo Dilma, principal responsável pelos problemas que atravessamos nas Universidades Públicas.
Derrotar nas ruas o projeto elitista de universidade! Vamos à Luta! #outrosjunhosvirão!
