“Alguma coisa está fora da ordem. Fora da nova ordem mundial”
O governo de extrema direita de Donald Trump quer impor uma nova ordem mundial a serviço dos bilionários. Seu projeto contrarrevolucionário é voltado contra a classe trabalhadora, mulheres, negros e negras, imigrantes e LGBTQIA+. Ele deseja o extermínio do povo palestino e aprofunda a catástrofe ambiental capitalista.
Quem quer manter a ordem?
Nos escombros de Gaza, revive a heroica resistência palestina, que enfrenta o enclave colonial de Israel. O jovem Mahmoud Kalil continua preso, enquanto o apoio aos sionistas decresce no mundo. Fomos parte das manifestações por ocasião da Nakba ao lado de centenas de milhares que estão fora da ordem de Trump. No dia 15 de junho, apoiamos a Marcha para Gaza, que pretende avançar até a fronteira de Rafah.
Fora da ordem no coração do Império e em nuestra América!
Nos EUA, grandes manifestações em mais de mil cidades enfrentam os projetos ultrarreacionários. Em Nova York, Washington, Boston e Chicago, os manifestantes gritam para que Trump tire suas patas de nossos direitos e de Gaza.
Nas ruas do Panamá, fortalece-se um imenso movimento anti-imperialista. Na Argentina, o governo de Milei enfrenta greves gerais da classe trabalhadora.
Vamos à Luta: criar mais desordem!
Apoiamos essas mobilizações. Somos parte dos que rejeitam essa “nova ordem”. Com a extrema direita não se negocia. Temos de enfrentá-la nas ruas, por meio da mobilização. Defendemos um movimento contra a ordem imperialista, da Terra do Fogo à Patagônia.
FORA DA ORDEM – Contra Trump e a extrema direita
A juventude revolucionária Vamos à Luta (CST e independentes) realiza ações contra Trump e Netanyahu. Também estamos nas ruas contra os cortes de verbas nas universidades, exigindo o fim do arcabouço fiscal do governo Lula/Alckmin. Lutamos contra os ataques de prefeitos e governadores da extrema direita. Exigimos mais verbas para as estaduais e a redução das mensalidades nas instituições particulares.
Não aceitamos o mundo como está, nem o passado como era. Rejeitamos os esquemas dos magnatas da Tesla, Amazon e Meta. Estamos FORA DA ORDEM! Queremos tudo que é nosso!
Me organizando, posso desorganizar!
No Congresso da UNE, propomos a votação de uma campanha contra Trump e a extrema direita, além da solidariedade ao povo palestino. Defendemos uma jornada de mobilização para o dia 11 de agosto, dando continuidade à luta contra os cortes de verbas, pelo fim da 6×1, pelas cotas trans, contra a violência policial, pelas pautas feministas, pela legalização das drogas e contra a catástrofe ambiental. Vem com a juventude do socialismo e da revolução!
FORA DA ORDEM: Milhares nas ruas pela Palestina
Em meio a catástrofe em Gaza, a solidariedade mundial continua. Cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas de Londres em uma marcha histórica até a Downing Street, sede do escritório do primeiro-ministro britânico. O protesto foi um dos maiores em apoio ao povo palestino desde 2024. A multidão se estendeu pelas emblemáticas pontes de Waterloo e Westminster, atravessando o rio Tâmisa em uma demonstração massiva de solidariedade.
Em Haia, na Holanda, 100 mil manifestantes tomaram as ruas para protestar contra a cumplicidade do governo local, que fornece peças para os caças F-35 de Israel. A mobilização ocorreu no momento em que a Corte Internacional de Justiça, analisa o processo movido pela África do Sul contra Israel. Foi a maior manifestação no país em duas décadas. Vestidos de vermelho, os participantes formaram uma simbólica “linha vermelha”, em repúdio à conivência internacional. Houve também um grande protesto em Madri. Outras manifestações ocorreram em Estocolmo, Berlim, Atenas, Amsterdã, Milão, Dublin, e cidades dos EUA, Canadá, Austrália e Oriente Médio. No Brasil, o maior ato ocorreu em SP, organizado pela Frente Palestina.
A pressão internacional também envolve artistas: Roger Waters, ex-vocalista do Pink Floyd; a banda punk Green Day; as atrizes Susan Sarandon, Cynthia Nixon, Jenna Ortega, Cate Blanchett e o ator Mark Ruffalo.
As mobilizações massivas surtiram efeito: forçaram posicionamentos críticos por parte da Inglaterra, França e Canadá, obrigando esses países a declararem possíveis sanções a Israel caso continue impedindo a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Na Espanha, o parlamento aprovou, na última quinta-feira, a proibição da venda de armas ao Estado de Israel. Trata-se de governos e parlamentos capitalistas, que não merecem nossa confiança. Só estão dando esses passos por conta da intensa pressão das ruas. De todo modo, é uma demonstração de que é possível, sim, ampliar o isolamento de Israel por meio da mobilização e se solidarizar, de forma efetiva, com a causa palestina.
Exigimos do governo Lula a ruptura de relações com israel
Na contramão das ações internacionais contra Israel, o Senado brasileiro aprovou, nesta semana, por unanimidade, a criação do Dia da Amizade Brasil-Israel. “Unanimidade” significa que o projeto contou com os votos favoráveis da bancada do PT, além das bancadas de outros partidos da frente ampla, como PDT e PSB. Exigimos que Lula vete essa proposta.
Apesar de Lula afirmar corretamente que o que ocorre na Palestina é um genocídio, o governo Lula-Alckmin ainda não rompeu relações com Israel. Nem mesmo após os nazissionistas assassinarem Walid Khaled, um jovem brasileiro-palestino de 17 anos.
O adolescente foi preso e morto no centro de detenção de Megiddo, tristemente conhecido pelas denúncias de tortura feitas por diversas entidades de direitos humanos. E Israel se recusa a entregar o corpo à família brasileira de Walid.
Inúmeras personalidades e organizações impulsionam uma petição exigindo a ruptura das relações com Israel, uma reivindicação histórica da Frente de apoio ao povo palestino. Ela é assinada por nomes como Wagner Moura, Gilberto Gil, Chico Buarque e Emicida. Durante o Festival de Cannes, circulou um manifesto que rejeita o silêncio do mundo diante do massacre, com a adesão de Kleber Mendonça Filho, diretor dos filmes Bacurau e O Agente Secreto. BNegão, integrante da banda Planet Hemp, realiza ações com organizações palestinas exigindo a ruptura de relações.
Exigimos que o governo Lula/Alckmin rompa relações com Israel: Fim das relações diplomáticas, econômicas, militares, esportivas e culturais com Israel! Pelo envio de comida, água, remédios e tudo o que for necessário para Gaza! Pela restituição do corpo de Walid Khaled para sua família! Pela libertação dos presos e presas palestinas!
Apoiar a luta no Panamá!
Há mais de um mês, trabalhadores, estudantes, mulheres e povos originários do Panamá protagonizam uma poderosa onda de mobilizações e greves em todo o país. A resposta popular se volta contra o governo de José Raúl Mulino, que aprofunda a submissão ao imperialismo dos EUA e ao FMI, firmando acordos que violam a soberania, como o Memorando de Entendimento com o secretário de Defesa dos EUA. Algo que amplia o controle militar e econômico sobre o Canal do Panamá.
O governo promove ataques brutais contra os direitos sociais. Desmonta a previdência e a saúde pública. Favorece a mineradora canadense First Quantum Minerals. Reprime greves, persegue e criminaliza a resistência popular.
Apoiamos a mobilização popular para construir uma greve geral unificada, capaz de derrotar Mulino, defender os direitos e reconquistar a soberania do país.
Verbas para a educação, e não para banqueiros e o agronegócio
As universidades brasileiras estão em frangalhos. Não há condições básicas para estudo e manutenção do tripé da educação pública.
Recentemente, a Andifes manifestou preocupação com o orçamento das universidades federais por meio de uma nota. A entidade aponta que o orçamento encaminhado para este ano, a partir da Lei Orçamentária Anual (LOA), sofreu ainda mais cortes do que o já previsto; o orçamento aprovado é insuficiente para o pagamento das contas e o funcionamento das universidades, precarizando ainda mais a situação que enfrentamos, com um desmonte profundo das universidades federais. Essa realidade é resultado da política econômica implementada pelo governo Lula/Alckmin, por meio do Arcabouço Fiscal, que corta verbas das áreas sociais para beneficiar ainda mais os banqueiros e os ricos do nosso país.
Felizmente, a indignação e pressão da comunidade universitária (estudantes, técnicas, professoras, terceirizados e reitores) fez com que o governo revisse algumas de suas políticas. Na semana da mobilização convocada para o dia 29 de maio, o governo Lula anunciou que liberaria os R$300 milhões que tinham sido bloqueados pelo Decreto 12448 e prometeu remanejamento de verbas para recompor parcialmente as verbas das universidades. Foi um passo à frente em nossa luta. Porém, a mobilização não pode parar. As universidades e institutos vêm sofrendo todas as consequências dos ajustes fiscais e cortes de verbas que já duram uma década, aplicados por sucessivos governos. Entre 2013 e 2020, as verbas de custeio sofreram uma redução de 37%, e os recursos destinados a investimentos foram reduzidos em 93,28%. O governo Lula não recompôs o orçamento da educação, descumprindo uma promessa de campanha.
O Arcabouço Fiscal é uma política destinada a pagar a fraudulenta Dívida Pública. Mecanismo que desvia nossas riquezas para o pagamento de juros e amortizações de uma dívida que já foi paga e não deveria mais ser cobrada. Com a justificativa de que estamos devendo, o governo Lula/Alckmin prioriza essa dívida, cortando recursos das áreas sociais. A educação foi a mais afetada, com cortes superiores a 81 bilhões de reais.
Por isso, temos como tarefa enfrentar o Arcabouço Fiscal! Exigimos do governo Lula a sua revogação e o não pagamento da Dívida Pública, com recomposição orçamentária e investimentos nas universidades. Um novo ato será realizado em junho, e propomos que o Congresso da UNE vote por uma jornada de lutas no dia 11 de agosto, Dia do Estudante.
UNE independente e combativa
Para garantir orçamento e qualidade nas universidades, não há outro caminho: é preciso mobilizar os estudantes e lutar por nossas exigências e direitos. Mas, infelizmente, enfrentamos hoje um entrave. A direção majoritária da UNE (UJS, LPJ e juventudes do PT), junto com os seus aliados da Juventude Sem Medo – composta pelas juventudes do PSOL Afronte!, Travessia, RUA, Manifesta e Fogo no Pavio – não querem construir as lutas, pois não possuem independência em relação ao governo Lula; ao ocupar cargos e manter conchavos, não denunciam nem organizam mobilizações que enfrentem de fato o Arcabouço Fiscal e todo o seu plano para a educação.
Por essa razão, consideramos fundamental construir uma alternativa à direção majoritária, que tem rabo preso. É urgente travar a batalha por uma Oposição de Esquerda na UNE, composta por todos que tenham independência frente aos governos, queiram lutar e combater essa política imobilista e traidora.
Nesse sentido, chamamos à conformação de uma chapa como a do CONEG, nas eleições do CONUNE e no cotidiano das lutas, com o Correnteza, Juntos, UJC, PCBR, Ecoar e Vamos à Luta.
Além disso, fazemos um chamado ao Faísca, Rebeldia e Já Basta! para que se unam a esse polo de oposição na UNE e fortaleçam a unidade entre os que querem se organizar e lutar. Certamente, nos fecharmos em nós mesmos e nos isolarmos não contribuirá para a mobilização do movimento estudantil e o enfrentamento da política econômica de Lula e de todos os governos.
SOMOS FORA DA ORDEM: EM DEFESA DAS COTAS TRANS!
A comunidade trans é extremamente oprimida pelo sistema capitalista patriarcal. De acordo com a ANTRA, 70% de adolescentes trans não completam o Ensino Básico, por serem atravessades pela transfobia, e apenas 0,2% têm acesso ao Ensino Superior. O Brasil segue sendo o país com mais assassinatos registrados de pessoas trans e travestis no mundo.
O movimento estudantil vem no caminho de mudar essa realidade, demandando as Cotas Trans em diversas universidades, como é o caso da UFSB, UFBA, UFABC, Unicamp, UFF, UnB e Unifesp. Na UFF, por exemplo, foi através da greve estudantil de 2024 — que pressionou a reitoria durante uma ocupação — que as cotas foram aprovadas. Em muitas universidades, a luta continua, como na UFMG.
Recentemente, temos visto muitos ataques direcionados às pessoas trans por parte da extrema-direita e seu espantalho da “ideologia de gênero”: a resolução do CFM; o novo RG transfóbico; a ofensiva legislativa — nos últimos 5 anos, foram apresentados 437 projetos de lei anti-trans nos órgãos parlamentares —; dentre tantos outros.
Ao mesmo tempo, vemos que a falha política de conciliação de classes do governo Lula/Alckmin não toma nenhuma iniciativa para garantir uma vida digna às pessoas trans, e o faz para não se chocar com setores conservadores. O governo financia o agro bolsonarista, assassino de indígenas, e segue governando em conjunto com a extrema-direita, com ministérios e comissões cheias de bolsonaristas. O governo não é consequente no enfrentamento à extrema-direita.
Precisamos que o CONUNE seja o pontapé desse debate. A Oposição de Esquerda é fundamental neste processo, pois precisamos nos organizar pela exigência da recomposição orçamentária, garantir a permanência de todes cotistas com bolsa automática, e batalhar, no CONUNE, para que a UNE convoque pelas bases um calendário de luta pelo orçamento das universidades e em defesa das cotas trans nacionais, em todas as universidades.
Desse calendário, é preciso que se exija também que o governo Lula/Alckmin tome medidas concretas: as cotas trans em universidades, empresas e concursos públicos; a educação sexual nas escolas; o não pagamento da ilegítima dívida pública — para que os trilhões de reais enviados aos super-ricos sejam destinados à saúde, à educação e ao bem-estar da população trans.
As coisas como estão não dão mais. Precisamos nos organizar coletivamente e mudar a realidade. Precisamos acabar com a opressão patriarcal, machista e transfóbica; acabar com a exploração capitalista. Demandar cotas e permanência trans em todas as universidades é reivindicar a transformação da realidade de uma população extremamente marginalizada.
Junte-se às fileiras do Vamos à Luta, a juventude do socialismo e da revolução. Todes às ruas!
Fim da PM e da violência policial!
A juventude negra e periférica hoje vive com um alvo nas costas e isso precisa mudar! O 18⁰ Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta um número de 6.393 mortes por intervenções policiais em 2023, sendo que 82,7% das vítimas eram pessoas negras. São números alarmantes que se confirmam nos noticiários e na realidade de cada periferia, em que a juventude sai de casa sem saber como se dará o seu retorno para casa.
Precisamos que a juventude tenha perspectivas de vida e enfrentar a violência racista é tarefa urgente. Casos como o de Ryan (SP), do Complexo da Maré (RJ), das chacinas na Baixada Santista (SP) e as mortes em ações policiais em Salvador e Fortaleza evidenciam que não se trata de casos isolados, mas de um padrão de violência sistemática.
Defendemos o fim das chacinas policiais nas favelas e periferias e punição efetiva aos responsáveis civis e militares pelos assassinatos contra o povo negro e a dissolução da PM e da Polícia Civil miliciana e assassina! Pelo fim da escala 6×1, por moradia, salário e dignidade com perspectiva de futuro para juventude negra.
