Nas eleições do DCE UFU, construímos a Chapa 3 – Há quem sambe diferente!

Chegou o momento das Eleições do DCE UFU e apresentamos a vocês a chapa 3 “Há quem sambe diferente!”. Somos estudantes de diversos cursos e coletivos que acreditam em um movimento estudantil democrático, combativo e independente de governos e reitorias e por isso somos oposição à atual gestão do DCE. Estamos indignados com as filas do RU, com a falta de bolsas, falta de laboratórios, com o atraso no pagamento das bolsas de assistência estudantil, com os blocos que alagam a qualquer chuva, entre tantos outros problemas de infra-estrutura na UFU. Em junho, fomos parte da juventude nas ruas! Nas mobilizações que reuniram milhares de estudantes e trabalhadores, e conquistaram a redução do aumento das passagens Brasil a fora, que reivindicaram Educação e Saúde no Padrão FIFA, que questionaram os gastos bilionários da Copa do Mundo e Olimpíadas. 


Essas mobilizações provaram que muitos SAMBAM DIFERENTE, que o futuro esta em disputa e que nós apenas começamos. Nas universidades a juventude não se calará frente aos cortes de verbas para a educação e as retiradas de direitos, como a restrição da meia-entrada, orquestradas pelo Governo Dilma, as ruas mostraram que nada será como antes. Acreditamos que aqui na UFU precisamos nos inspirar nessas lutas e construir com cada estudante, cada curso, com cada Diretório e Centro Acadêmico mobilizações e vitórias para a universidade. Para isso entendemos que é necessário um DCE que esteja no dia-a-dia dos estudantes, organizando as lutas, construindo espaços de debate e conscientização, que acredite na necessidade de ouvir o estudante para representá-lo, convocando assembléias, um DCE que seja radicalmente democrático e independente da reitoria e dos governos. Por isso, convidamos você a ler nosso material, debater, criticar e principalmente a PARTICIPAR conosco! Nos dias 11 e 12/12 vote chapa 3 nas eleições do DCE-UFU. Há quem sambe, e há quem sambre diferente! 

OPRESSÕES

Nós da chapa 3 acreditamos que nehuma forma de opressão é justa, seja em função de sexo, cor, raça, etnia, religião, orientação sexual, identidade de gênero, classe social e tantos outras formas que fazem de nós oprimidos. É para lutar contra imposições que quermos fazer do DCE um espaço LIVRE e PLURAL, que sirva como instrumento de denuncia, para todxs as formas de opressão que sofremos na universidade. Existem aqueles que dizem conhecer a verdade de o certo, e que lutam pela imp osição deles. Nós, longe disso, enxergamos o que nos limita e o que nos liberta e agiremos pela desnaturalização destas verdades e valores que nos oprimem, dos padrões de beleza que nos aprisiona, dos códigos de vestimenta que nos sogrega, dos esteriotipos de gênero que nos polarizam, dos preconceitos que nos agridem, das agressões que nos matam. Construitemos uma UFU cada vez mais LIVRE! Onde alunos, professores e tecidos possam ser respeitados no exercício de suas liberdades e possam ser denunciados e punidos, no exercício de seus preconceitos. Conheça a nossa chapa, reivindicações e propostas sobre o tema de opressões. 



POR UM DCE QUE MOBILIZE OS ESTUDANTES: CONTRA A EBSERH! 

Por entender a necessidade da defesa de um Hospital Universitário 100% público e de um SUS universal e de qualidade, além da necessidade de garantir a autonomia universitária, nos posicionamos contrários a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).
A EBSERH é uma empresa público-privada, criada pelo governo federal para administrar os Hospitais Universitários Brasileiros, submetendo-os a uma lógica de mercado que, além de ser potencialmente prejudicial à população que desfruta dos serviços oferecidos pelo hospital e aos trabalhadores e técnicos que terão seu trabalho precarizado pelas condições de contratação, é extremamente danosa à nós, alunos, que temos o hospital como cenário de prática e aprendizado. 
Com a privatização da gestão do hospital, o ensino, a pesquisa e a extensão podem deixar de ser uma das prioridade no âmbito hospitalar, uma vez que a vinculação do Hospital à Universidade estaria comprometida. Precisamos defender nossa autonomia universitária e lutar por nosso Hospital de Clínicas, pelos interesses de nossa população e de nossos alunos! A EBSERH não pode ser encarada como única opção para sobrevivência dos Hospitais Universitários, não pode ser uma imposição.
A saúde e a educação não devem ser submetidas aos interesses do mercado. Consideramos de fundamental importância a participação do DCE nessa luta por nossa autonomia e contra essa lógica privatista. A UFU encontra-se no processo de decisão a respeito da adesão a essa empresa, e acreditamos que é de fundamental importância que o DCE, junto aos DAs e CAs, seja parte ativa na mobilização contra essa aprovação, a exemplo do que ocorreu em outras universidades, como a UFRJ e a UFPA.

Democracia é preciso

No levante de junho a luta pela real democratização da sociedade tomou conta das ruas e precisa ocupar também a universidade. Não há democracia sem igualdade de participação, muito menos controle popular sem transparência e publicidade. É por isso que nós, da Chapa Há Quem Sambe Diferente, há mais de um ano lutamos pela total abertura dos Conselhos, seguindo esse projeto nossos conselheiros são relatores de um projeto de transmissão ampla e ao vivo dos Conselhos superiores . É preciso que essa estrutura que exclui a voz do estudante dos espaços deliberativos seja reformulada e substituída pelo acesso igualitário de todos os alunos aos locais onde são tomadas as decisões de nossa universidade, como nos conselhos das Faculdades Institutos. Somente os estudantes é que vivem e realmente conhecem os problemas que todos os discentes da UFU passam é preciso que nossa voz seja garantida para que possamos superá-los.
Se garantir a democracia na UFU é essencial para o avanço de nossa universidade o DCE tem que dar exemplo! Precisamos de um DCE aberto, horizontal, representativo, que respeite e convoque constantemente CONDAS e Assembleias ampliadas, também transmitindo e divulgando todas as suas reuniões. Democracia é participação, respeito as minorias, transparência, igualdade e ação e a chapa Há quem sambe diferente terá como uma de suas prioridades promover todos esses pontos dentro da UFU, fazendo eco ao grito unificado das ruas e de toda a sociedade por Democracia!

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