Rafaela Dias – Vamos à Luta – ETE República
Camila Leite – CST/PSOL
2013 foi um ano indignado, marcado pela revolta popular, pelas mobilizações de massas e pelas greves no país inteiro. O estopim da revolta foi o aumento das passagens de ônibus, combinado com a crise econômica, os gastos bilionários com as obras da Copa do Mundo, etc. Mais de um milhão de pessoas foram às ruas do Rio; e, no Brasil todo, a mobilização derrotou os governos e conquistou a derrubada dos aumentos das passagens! Mas sabemos que a nossa luta não termina em junho, já que quase no final do ano o prefeito Eduardo Paes anunciou uma nova tentativa de aumentar a tarifa de ônibus agora em 2014. Por isso, ainda em 2013, no dia 20 de dezembro, ocorreu mais um ato, onde centenas de pessoas foram rumo à ALERJ e à Fetranspor gritando contra o aumento das passagens. E nem a opinião do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro o prefeito quer aceitar. O Tribunal diz que não é a melhor hora para impor o aumento já que o órgão ainda não finalizou a auditoria necessária das empresas de transporte. No entanto, o prefeito alega questões contratuais para reajustar a passagem. Claro, precisa devolver o dinheiro daqueles que financiaram sua campanha. Mas se o nosso prefeito é tão bom em cumprir contratos, por que não dá o devido reajuste salarial e atende as reivindicações que os professores do município exigem há tantos anos? Enquanto os governos Dilma, Cabral e Paes dão bilhões de reais para a Copa da FIFA, empresários e banqueiros, os serviços públicos vão de mal a pior. Estão cada vez mais sucateados e privatizados. Pois, os mesmos que são beneficiados com isenções fiscais e aumentos de passagem, são os que financiam as campanhas eleitorais desses políticos e partidos. Como no mundo todo, a crise econômica não é uma marolinha aqui no Brasil. E a saída do governo Dilma é continuar pagando a dívida pública, que consome quase metade do orçamento, e jogar o peso da crise nas costas dos trabalhadores e da juventude. A LRF é uma prova disso, pois limita os gastos com a folha salarial dos servidores públicos e enquanto isso as isenções e empréstimos para as grandes empreiteiras, bancos e latifundiários crescem. Fato denunciado pelo governo de Gelsimar Gonzaga, na prefeitura de Itaocara (RJ). Paes, assim como Cabral e Dilma, tem compromisso com os grandes banqueiros e empresários, e não com os professores e toda a população que foi às ruas se manifestar contra o aumento, por mais verbas para a educação, saúde e demais áreas sociais, contra a corrupção e a Copa da FIFA. Assim como em junho, precisamos nos organizar e voltar às ruas contra o aumento das passagens, por passe-livre irrestrito para os estudantes, contra o pagamento da dívida pública, contra a COPA e para derrotar os atuais governos que sucateiam os serviços públicos. A saída de fundo para o problema do transporte é acabar com a lógica privada que vigora no setor, por isso lutamos pela estatização do transporte, administrado pelos trabalhadores e os usuários, com tarifa zero pra toda a população. #2014 SERÁ MAIOR! #Não vai ter aumento! #Vai ter luta!

