Honrando sua fama de administrador-empresário, Márcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte pelo PSB, cumpriu fielmente os interesses de seus financiadores de campanha, os empresários do transporte público, e na primeira semana de abril aprovou a proposta das empresas reajustando a tarifa de R$2,65 para R$2,85.
O fato é injustificável sob várias óticas, primeiro porque a mobilidade urbana de BH é uma das piores entre as grandes capitais do Brasil: Lotado, precário e com trabalhadores superexplorados. Em segundo lugar, porque as empresas de ônibus são tratadas à pão de ló por Márcio Lacerda, que as isenta de pagar 90 milhões por ano. E como se não bastasse estudos encomendados pela própria prefeitura garantem que a parcela destinada ao lucro das empresas é 27% maior do que deveria em contrato, o que significa que a tarifa deveria custar R$1,95, quase 1 real a menos do que o valor que os empresários sustentam como essencial para não terem prejuízos.
Após o anúncio do aumento e sob muita mobilização social, o Ministério Público interveio e decretou a suspensão do aumento da tarifa por no mínimo 30 dias. Mas não deu nem mesmo tempo dos usuários comemorarem a notícia: a maioria dos empresários peitaram a ordem judicial e subiram a tarifa mesmo assim. Somente sob forte mobilização popular e revolta, os empresários retornaram com o preço anterior da passagem, mas prefeitura e empresas já ensaiam recursos contra a decisão.
A batalha da tarifa ainda está sendo travada e a juventude de Belo Horizonte já está voltando a formar corpo, o que é essencial nesse momento em que caem cada vez mais as execuções das políticas de higienização da copa, que vai acontecer (ou não) daqui a 64 dias. A copa já é tramada sob as políticas anti-povo de Márcio Lacerda do PSB, o apoio do burocrata empresarial Governador Anastasia do PSDB e da presidente Dilma do PT, que inclusive já prometeu o deslocamento de um exercito de policiais armados para reprimir a juventude e o povo pobre. O que esses governos querem é calar a população para garantir lucro aos empresários, ainda que seja através de obras superfaturadas que não resolvem os problemas dos trabalhadores.
Mas muito mudou desde junho de 2013, os planos dos governos e dos empresários não serão facilmente aplicados e a juventude já está tomando as ruas. Só na primeira semana de abril mais de mil pessoas foram às ruas protestar contra o aumento da passagem e as próximas manifestações já prometem ser ainda maiores. Somente a unidade entre a juventude e os trabalhadores pode derrubar a tarifa e as ações oportunistas do governo. Para vencer é preciso seguir o caminho das lutas, tendo sempre em mente a palavra de ordem cantada nas últimas manifestações: “MOBILIZAR COMO OS GARIS, E A TARIFA VAI CAIR”.

