Rio de janeiro: Nota do Vamos à Luta e da CST-PSOL – Colégio Amaro Cavalcanti

O Colégio Estadual Amaro Cavalcanti se encontrava numa situação deplorável, com graves problemas de infraestrutura. Até que no dia 05/11/14 essa situação impediu os alunos de beber água e almoçar. Alguns estudantes foram dialogar com a diretora adjunta do colégio, para serem liberados. E a direção do Amaro, numa atitude equivocada e intransigente não liberou os alunos.

Enquanto os estudantes se organizavam para um ato na escola pela liberação imediata, numa atitude absurda e ditatorial, a Diretora Adjunta prendia um estudante na sala da coordenação, agredindo-o verbalmente e fisicamente. Cerca de 30 estudantes foram para a SEEDUC, relatar o ocorrido. Duas semanas após a vitoriosa mobilização dos estudantes, a SEEDUC enviou um documento para o Colégio pedindo a transferência do estudante que foi agredido pela Diretora Adjunta.


Sabemos que esses problemas de infraestrutura nas escolas acontecem no Brasil inteiro, pois há uma política de precarização da educação implementada pelo governo Dilma nacionalmente, e à nível estadual por PEZÃO/CABRAL. Fica claro que a transferência para outra escola de um estudante mobilizado e empenhado nas lutas do colégio, não se trata por motivos pedagógicos e sim por perseguição política. Repudiamos a agressão e a expulsão de forma severa por parte da Direção do Colégio e pela blindagem que lhe foi dada pela SEEDUC.

Os estudantes do Amaro Cavalcanti não se calarão diante das repressões sofridas pela Direção do Colégio e pela SEEDUC, E vamos continuar nos mobilizando contra a precarização da educação pública e pelo direito de nos organizarmos e lutarmos dentro da escola!

Chega de repressão nas escolas! Temos direito de nos manifestar!
Por educação pública de qualidade! Se não tem água, não pode ter aula!



Na próxima quinta-feira, dia 4/12, vai rolar uma RODA DE CONVERSA sobre esses últimos acontecimentos e as lutas no Amaro, às 16h, no auditório. Participe e Vamos à Luta!