Chega de descaso com o SESO! Por acesso com qualidade do ensino e permanência!

Vamos à Luta UFF
 
O curso de Serviço Social da UFF (Niterói) começou 2015 com 220 alunos a menos. Assim como ocorreu com os cursos de Arquitetura e Ciências Sociais, o Serviço Social obteve uma nota baixa no ENADE, fruto do boicote realizado pelos estudantes à prova, uma ação que expressa uma posição política contrária ao método de avaliação do ensino superior do governo federal. Isso porque o método de avaliação está a serviço de uma política de educação, que durante os governos do PT, expandiu as vagas nas universidades federais sem qualidade, aprofundando o processo de precarização e privatização do ensino e expandindo as vagas no ensino superior privado, destinando recursos públicos aos empresários da educação, através de programas como o PROUNI e o FIES. Um processo que os estudantes do Serviço Social conhecem muito bem, não só porque estudam esse tema nas aulas, mas porque sentem no cotidiano as salas de aula lotadas, falta de professores e disciplinas, da orientação do estágio, pesquisas e TCCs.
 

O ENADE não nos representa!
 
Nesse sentido, o ENADE tem servido a lógica de mercantilização da educação, estabelecendo um ranking distorcido da realidade das universidades, uma vez que muitas privadas realizam cursinhos intensivos para a prova, justamente porque o governo “recompensa” com mais verbas aquelas que estão no topo – não à toa, as particulares. Dizemos que este método está a serviço de uma política porque o relatório do MEC para o SESO argumenta que, além da nota baixa no ENADE, falta na Escola infraestrutura, acervo bibliográfico e biblioteca, computadores, além do número insuficiente de professores e projetos de pesquisa e extensão.
 
Pátria Educadora uma OVA! Dilma e Sidney, a culpa é de vocês!
 
Isto é, o mesmo governo Dilma que agora impede que entrem novas turmas no maior curso da UFF, é responsável pela situação precária das nossas condições de ensino, seja através das consequências do REUNI, seja com o recente corte de mais de R$7 bilhões na educação – e que ainda pode crescer – fruto da política de ajuste fiscal da dupla Dilma e Levy que quer fazer com que nós, estudantes e trabalhadores paguemos a conta da crise econômica. Também o preço dos alimentos e de tarifas como energia elétrica e transporte só aumentam e o nossos salários e bolsas não. Enquanto isso, o Orçamento de 2015 aprovado no último mês destina 47% das nossas riquezas para os banqueiros, através do pagamento da dívida pública, parlamentares aumentam seu próprio salário e todos os partidos (PT, PSDB, PMDB, PP etc.) com representação no Congresso Nacional, com exceção do PSOL, são investigados no escândalo de corrupção da Petrobras.
 
O impacto dessa política chegou na UFF já nas primeiras semanas de aula, com o atraso do pagamento do salário dos terceirizados, filas gigantes no bandejão do Gragoatá e o da Praia Vermelha fechado, cortes nas bolsas de pesquisa, extensão, monitoria e PET etc. O REItor Sidney Mello também é responsável e cúmplice do governo nesse processo. Quando vice-reitor na última gestão, aplicou direitinho a cartilha de precarização e privatização na UFF e não apresenta soluções para o SESO não é de hoje enquanto sustenta o luxo dos cursos pagos. No último Conselho Universitário, apesar da nossa manifestação, seguiu tentando nos enrolar!
 
É possível mudar essa realidade! Vamos à Luta?
 
No Brasil inteiro, os trabalhadores e a juventude vem resistindo aos impactos do ajuste fiscal do governo Dilma, dos governos estaduais e municipais. No Rio, os garis derrotaram a proposta de 3% de reajuste do governo Paes (PMDB/PT) conquistando 8% de aumento. No dia 26 de Março, estudantes deram o primeiro passo ocupando as ruas das principais capitais do país e várias universidades contra os cortes de verbas na educação para defender seu direito de estudar e se formar. Na UNIRIO, mesmo nessa conjuntura de ataques, a luta dos estudantes e do DCE abriu o bandejão depois de 8 anos de enrolação da reitoria.
 
No SESO também é possível vencer se estivermos mobilizados! Para conquistar as vagas de acesso ao curso de volta e com qualidade, abertura de concurso público para professores e técnico-administrativos, ampliação do nosso acervo bibliográfico na Biblioteca e nenhuma bolsa acadêmica e de permanência a menos.
 
Nos dias 7 e 8/4 precisamos nos unir aos servidores e professores fazendo uma grande paralisação e estando presente nas atividades. Vamos construir coletivamente na Assembleia Geral no dia 6/4, às 18h, e pressionar a reitoria para que atenda nossas reivindicações.