Uma rebelião anti-burocrática impede as eleições de DCE na PUC-MG

As eleições para a nova direção do DCE da PUC-COREU (MG) que aconteceriam nos dias 02 e 03 de junho foram interrompidas após um ato protagonizado pelos estudantes. O processo tinha apenas uma das quatro chapas que se inscreveram, sendo que somente a chapa apoiada pela gestão anterior e que tem militantes ligados ao PSDB foi considerada apta pela junta eleitoral.

O processo de inscrição de chapas pôs a nu a falta de democracia e os golpes praticados pelo DCE. Eles já haviam, em um Conselho de DAs e CAs, utilizado critérios absurdos claramente para que a oposição perdesse força na votação até que se conseguisse um cenário favorável ao DCE. Cenário este que acabou por eleger uma comissão eleitoral que também era composta somente por pessoas ligadas a atual gestão e ao PSDB preparando a arapuca para a oposição. Nesta mesma reunião houve além da coerção de um estudante para que ele não entrasse no espaço e garantisse mais um voto para a oposição, também houve agressão de outro estudante quando ele caminhava para tirar xerox de uma ata de registro necessária para a votação em conselho.

Claramente todas as tentativas acima eram de impedir quem quer que se coloque para enfrentar a burocracia golpista que está há mais de 6 anos dirigindo o DCE da PUC de participar de qualquer processo dentro da universidade.

Somente com a mobilização dos estudantes foi possível parar o processo eleitoral

Antes do início das eleições foi concedida pela justiça uma liminar que interrompia o processo eleitoral, mas é importante frisar que ainda assim ocorriam às eleições normalmente mesmo com a ordem judicial, houve desde a campanha aberta da chapa “Dialogue Já!” como a contratação de seguranças privados para garantir o andamento do processo eleitoral.

No fim do primeiro dia de processo eleitoral, os estudantes se organizaram em assembleia e fizeram um ato com cerca de 200 pessoas e caminharam até uma urna de votação na FACE. Os estudantes cercaram a urna, enquanto denunciavam o DCE golpista e impediram a votação, o que acabou gerando uma confusão generalizada.

Após o recolhimento das urnas feito pela PM, os estudantes ocuparam o DCE por cerca de uma hora, mostrando a burocracia que reconhece esse espaço como o espaço do estudante e que deve voltar à mão dos próprios estudantes e denunciando o papel burocrático e antidemocrático do DCE, cantando a todo momento “DCE GOLPISTA”!

A mobilização dos estudantes foi fundamental para que se derrubassem as eleições e que se fizesse cumprir a determinação da liminar, somente com muita luta e mobilização os estudantes conquistaram a vitória, derrotaram o DCE golpista e barraram o processo eleitoral.

Seguir o exemplo dos estudantes da PUC e mobilizar a juventude para a construção de uma nova direção do movimento estudantil

O ano de 2015 mostrou desde o início que serão muitas as tarefas e lutas a serem feitas pela juventude, na PUC não foi diferente, os estudantes não assistiram a paralisia do DCE em  relação ao aumento de mensalidades de cerca de 9% como também a crise do FIES e protagonizaram um grande ato no dia 26 de março enquanto o DCE formava uma comissão para “negociar” com a Reitoria que nunca saiu do papel.

Nas Jornadas de Junho de 2013 ficou claro que a juventude recusa as direções burocráticas, que não aceita uma casta burocrata se mantenha no poder. Na PUC, assim como em outros processos pelo país, a juventude passa por cima da burocracia e com luta conquistam vitórias, mostrando que só assim é possível derrotar as velhas direções e construir uma nova direção para o movimento estudantil.

É fundamental que os setores de oposição ao DCE na PUC-MG estejam unificados, que tenham como prioridade restabelecer a democracia no DCE e para fazer como no dia 02, derrotar a velha direita e o DCE golpista junto com os estudantes.