
Entrevistamos o companheiro Guilherme Prata Gonçalves, estudante de Biologia da UNIFESP no Campus Diadema, que nos colocou um pouco da realidade que se vive na sua Universidade.
Confira abaixo:
Vamos à Luta: O governo Dilma cortou mais de R$9 bi do orçamento da educação previsto para este ano. Como esse corte tem afetado a UNIFESP?
Guilherme: Alguns Campus da UNIFESP têm tido dificuldade em pagar, em dia,as contas de serviços básicos como água e luz. Em Diadema, por
exemplo, as contas são pagas um mês sim outro não. Ainda, as verbas destinada às saídas de campo (atividades essenciais para formação de estudantes do curso de Ciências Biológicas e Ciências Ambientais) foram praticamente todas cortadas. Além do fim da ponte orca em Guarulhos, que ajudava no deslocamento dos estudantes de São Paulo para a cidade.
Vamos à Luta: A partir do dia 28 de maio, diversas Universidades começaram a entrar em uma greve nacional por melhorias na educação e valorização dos servidores e professores, como você vê este movimento nacional?
Guilherme: Vejo esse movimento como fundamental para a luta contra a precarização da educação e para fortalecer a luta por uma universidade
mais estruturada e que proporcione o mínimo de condições para que esta possa ser mais acessível a todos os segmentos da população e que sirva
para construir uma sociedade cada vez mais consciente e participativa na formação de uma cidade/um país melhor. Mas, vejo problemas em sua formação, no caso da UNIFESP, a assembléia geral que deflagrou a greve, só tinha a presença de 30 professores, um contingente muito pequeno no total de professores de todos os campus da universidade. Portanto, para o sucesso do movimento é preciso aumentar a mobilização dos professores, a qual, nós estudantes, temos que ser muito solidários.
