Brasília-DF | Unificar as lutas contra o ajuste de Dilma e Rollemberg

Nas lutas, fortalecer uma alternativa verdadeiramente de esquerda e independente

O governo Rollemberg (PSB) após completar seis meses de mandato, perdeu o prestigio que havia adquirido na campanha eleitoral quando se postulou como “alternativa” a polarização entre PT/PMDB (Agnelo Queiroz) e PSC/DEM (Arruda/Jofran Frejat). Os primeiros meses de mandato estão sendo terríveis para os trabalhadores e o povo pobre que estão sofrendo com o ajuste aplicado pelo governo Rollemberg. A intenção de Rollemberg (PSB) assim como de Dilma (PT/PMDB/PCdoB) é fazer com que os trabalhadores paguem a conta da crise. Em especial, no DF, a justificativa usada pelo governador é de que o seu antecessor, Agnelo Queiroz do PT, deixou um rombo no caixa do DF e que é necessário aplicar uma série de medidas para “equilibrar as contas”. Porém, os trabalhadores não são responsáveis pela crise do ex-governo e, por isso, não devem pagar por ela! O governo Rollemberg se coloca à serviço das elites atacando os direitos dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre, contando também com uma câmara legislativa que vem adotando medidas reacionárias que visam atacar os direitos dos setores mais oprimidos da sociedade.

Fortalecer as lutas por moradia popular contra o ajuste de Dilma e Rollemberg! 

Rollemberg vem promovendo uma política racista e segregadora de derrubada de moradias populares sem qualquer auxilio e suporte às famílias que foram e estão sendo despejadas de forma truculenta. Ao mesmo tempo em que garante a permanência de moradias irregulares na beira do lago Paranoá, área nobre da cidade, a pedidos de empresários e políticos mesmo depois da decisão judicial que determina a derrubada das construções irregulares da orla do lago. Recentemente o MTST-DF ocupou duas áreas localizadas em Ceilândia e em Planaltina, onde permanecem até então, devido ao não cumprimento do acordo firmado em fevereiro com o GDF que garantiria o auxílio-aluguel e a moradia popular aos trabalhadores em luta. O governo marginaliza os trabalhadores, atendendo aos pedidos dos empresários e políticos em negociatas, beneficiando a especulação imobiliária que vem crescendo intensamente no DF.

Enfrentar o arrocho salarial e as privatizações de Dilma e Rollemberg!

O governo Rollemberg vem promovendo mudanças na previdência, determinando um teto para a aposentadoria e concebendo um fundo de previdência complementar, afim de privatizar e capitalizar o dinheiro dos servidores para a especulação financeira, isso é, desviando a verba da previdência dos trabalhadores para os empresários. Alem disso, se negou a chamar os concursados da educação e do metrô, precarizando ainda mais os serviços públicos do DF e sobrecarregando os trabalhadores em exercício. Além de anunciar que devido à lei de responsabilidade fiscal, a última parcela do reajuste dos servidores públicos prevista para setembro e outubro poderá ser atrasada, correndo o risco de não receberem. Há ainda um decreto que autoriza a privatização e Parcerias-Público-Privadas (PPP) de empresas e espaços públicos como o Parque da Cidade, a Torre de TV, as UPA’s, hospitais, zoológico, centro de convenções, rodoviária, centros culturais, estacionamentos, entre outros. Essas medidas expressam claramente para quem Rollemberg governa, se utilizando de espaços públicos e de lazer dos trabalhadores e do povo do DF para obter lucros para grandes empresas. Dilma e Rollemberg vem promovendo concessões/Parcerias-Público-Privadas/privatizações que sucateiam os espaços públicos e as empresas públicas contingenciando os recursos para atender as diretrizes da divida pública e manter o superávit primário. Enquanto isso, os servidores públicos são ameaçados de demissão, para garantir o cumprimento da LRF e, ao mesmo tempo, não param de ser nomeadas pessoas por Rollemberg para cargos em comissão. Por isso é necessário que os trabalhadores enfrentem esses ataques para exigir o pagamento do reajuste acordado no inicio do ano.

Construir um terceiro campo da esquerda combativa e antigovernista no DF!

Em Brasília, a direção da CUT e da CTB não têm realizado mobilizações na capital para derrotar e enfrentar o ajuste de Rollemberg, pelo contrário, estão sendo responsáveis por frear as lutas dos trabalhadores e facilitando a aplicação do ajuste contra os trabalhadores e o povo do DF. O mesmo é feito à nível nacional, onde as centrais sindicais governistas (CUT e CTB) estão blindando o governo Dilma e empenhadas em desmontar as greves em curso no país. Nesse sentindo, propomos a construção de um terceiro campo que organize a esquerda combativa e antigovernista do DF como a CONLUTAS, INTERSINDICAL, MTST, PSOL, PSTU e PCB realizando fóruns unitários com uma plataforma de esquerda e uma agenda de lutas que tenha como eixo político derrotar os ajustes de Dilma e Rollemberg apresentando um plano econômico alternativo em favor dos trabalhadores e do povo do DF!
Brasília, 13 de agosto de 2015