Na última sexta-feira (18/09) vivenciamos atos em vários estados do país, tendo como foco a cidade de São Paulo, em que reuniu mais de 15 mil trabalhadores(as), estudantes e setores do movimento popular, cujo o eixo era dizer NÃO ao ajuste fiscal de Dilma (PT/PMDB), Levy, governadores e prefeitos. Foi o dia para dizer não aos cortes de verba da educação, ao aumento da energia, dos alimentos, a retirada de direitos e a precarização dos serviços públicos.
Apesar de ter sido menor em Belém, foi muito importante que estudantes e educadores tenham saído às ruas neste dia de mobilização nacional, denunciando o estado de caos social em que se encontra o Pará, e apontando a urgente necessidade de um calendário permanente de lutas e mobilizações para sair desta situação. Aqui, com a ampla presença de estudantes e educadores da rede estadual, o centro da luta foi contra o atual (des)governo de Jatene (PSDB/PSD) e Cláudia Hage – nova secretária da educação -, que assumiu o posto no dia 24/09 após a renuncia ao cargo de Helenilson Pontes.
O governo Jatene não aponta saídas
A saída de Helenilson representa um passo muito importante e vitória do movimento, porém não significa o fim da luta contra os ataques na educação do estado. Tanto é que em reunião com representantes estudantis e dos professores no mesmo dia 18/09, após o ato, a atual secretária, representando a SEDUC, afirmou que o governo manterá os descontos salariais aos professores e não está disposto a construir junto a categoria um calendário único de reposição de aulas. A proposta do Governo Jatene é que haja um plano facultativo de reposição e os educadores que aceitarem repor as aulas receberão somente como hora-extra. Sendo que Jatene e a SEDUC fecharam um contrato de mais de R$ 15 milhões para comprar vagas na rede privada de ensino (cursinhos pré-vestibulares) para por alunos da rede pública. Ou seja, tem dinheiro para os empresários da educação, mas para os professores efetivos da rede pública não. Um absurdo!
Durante a mesma reunião, quando se tocou na falta de merenda escolar e serviços de limpeza, a SEDUC e SEAD (secretaria de Adminstração), passaram a bola para as empresas que terceirizam estes serviços e para as direções das escolas, tirando a responsabilidade do Estado, que deveria ser o primeiro a fiscalizar como anda a oferta de merenda e manutenção das escolas.
Nenhum passo atrás! Seguir a luta contra os ataques à educação!
Fica evidente que, seja em relação ao governo ou às más gestões de diretores, é preciso continuar lutando, como no dia 2/9 e 18/9, e fortalecer ações ao lado de nossos professores(as) para pressionar Jatene e Claudia Hage cada vez mais para que saiam de sua zona de conforto e, assim, conquistemos o que estamos reivindicando. Nenhum passo atrás: por uma Frente em Defesa da Educação Pública que organize e ponha em ação um calendário de lutas unificadas em Belém, cujo eixo será:
- Não aos descontos nos salários dos educadores!
- Por um calendário unificado de reposição das aulas!
- Merenda e água de qualidade!
- Reforma e manutenção das escolas!
- Segurança, já! Basta de assaltos e violências!
- Não a criminalização das lutas! Arquivamento imediato dos processos aos grevistas!
Por Thaís Borges, estudante secundarista da escola estadual Cordeiro de Farias e Eduardo Protázio, militante da Juventude Vamos à Luta | Belém/PA
