São Paulo | #NãoFechemMinhaEscola

Seguir nas ruas contra a proposta de (des)organização escolar de Alckmin/Hermann

A proposta do governador Alckmin, que ele batizou de “Reorganização Escolar”, nada mais é que um novo ataque contra as escolas públicas estaduais de São Paulo. É uma medida que visa centralmente o corte de verbas, para aprofundar o ajuste fiscal aplicado pelos tucanos no estado.

Em São Paulo, o PSDB segue a mesma trilha do PT em nível nacional. Assim como Alckmin, Dilma vem fazendo um duríssimo corte de verbas na educação, que já soma R$10,2bi. Já vimos que a política educacional de Alckmin/Hermann tem gerado forte resistência nas escolas. Foi neste ano que os professores fizeram a maior greve de sua história no primeiro semestre.

Prevista para o ano que vem, a medida pretende dividir as escolas públicas do estado por ciclos, fazendo com que cada escola ofereça aulas de apenas um dos três ciclos do ensino básico, Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Isso significa que os estudantes serão arbitrariamente transferidos de escola. Além disso, existe a possibilidade de fechamento de mais de 400 escolas. O remanejamento e o fechamento das escolas levarão muitos estudantes a estudar até 1,5 km de distância do local atual. Não há dúvidas que este processo levará a demissão de milhares de professores no estado de São Paulo, além de aumentar a evasão escolar.

Vale ressaltar que o governo sequer consultou a comunidade escolar de absolutamente nada, simplesmente lançou esta proposta de forma absolutamente antidemocrática.
Estudantes secundaristas respondem com mobilizações por todo estado. Desde a semana passada vivemos uma série de manifestações em todas as regiões do estado de São Paulo contra esse ataque à educação. Dezenas de milhares de estudantes secundaristas se mobilizam contra o fechamento de suas escolas e também porque não querem ser transferidos para estudar mais longe de suas casas. Além dessas questões, com a proposta de (des)organização, virá demissão de mais professores, o que gera um aumento do número de alunos por sala, que já é absurdo e pode piorar.

É preciso e possível derrotar a proposta do governo

O verdadeiro levante dos secundaristas mostra o caminho para derrotar a proposta de Alckmin/Hermann, a mobilização nas ruas. Para isso não há dúvidas que é preciso unificar os estudantes com os educadores, mobilizando também os pais dos estudantes contra o projeto do governo. Precisamos, além de manifestações em todas as escolas onde existem os ataques, fortalecer iniciativas de atos unificados de todas as escolas que marchem até a Secretaria de Educação, assim como foi feito nos dias 06 e 09 de outubro.