Manifesto do Vamos à Luta rumo às eleições do DCE-UFRGS 2015/2016

ELEIÇÕES DO DCE DA UFRGS 2015/2016: PÁTRIA EDUCADORA UMA OVA! 
Unificar os que lutam para derrotar o ajuste de Dilma e os cortes na Educação!

Cadê a Pátria Educadora?

O ajuste de R$ 10,4 bilhões do governo Dilma (PT/PMDB) na educação mobilizou e segue mobilizando estudantes e trabalhadores pelo Brasil. A greve nacional dos servidores e docentes dos Institutos Federais de Educação enfrentou o governo Dilma que se negava a negociar. A “pátria educadora” ficou só no discurso. Na UFRGS, o corte superou os R$ 45 milhões, agravando os problemas de infraestrutura e assistência estudantil. Contra isto, desde o primeiro semestre os estudantes, técnicos, tercerizados e docentes da UFRGS, com apoio do DCE e de diversos Diretórios Acadêmicos de esquerda, iniciaram lutas importantes.

2015 um ano de Lutas na UFRGS!

A greve dos técnicos e docentes por reajuste e melhor condições de trabalho mostraram o quanto o governo Dilma não está nem aí para a educação e que a política do PT/PMDB está toda voltada para os banqueiros! Logo no início do primeiro semestre tivemos uma grande luta pela volta do Restaurante Universitário que começou o ano fechado, assim como a luta dos terceirizados que não receberam seus salários em dia.

No segundo semestre, tivemos greves estudantis no Serviço Social, Biologia, além de paralisações no IFCH, Letras, Psicologia, Pedagogia. Moradoras e moradores das Casas de Estudantes ocuparam a Reitoria por duas semanas. Foi realizado uma assembleia geral que reuniu mais de 200 estudantes e aprovou uma pauta unificada de reivindicações. Assim como tivemos a luta dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) pela não erradicação do programa pelo governo Dilma, programa este que é vinculado à CAPES e que tem como objetivo qualificar a formação dos estudantes das licenciaturas a partir da construção e participação de projetos nas escolas, envolvendo professores e estudantes do ensino superior e do ensino básico.

Não aceitaremos a criminalização dos que lutam!

A resposta do governo Dilma e da Reitoria da UFRGS as mobilizações é seguir o ajuste e criminalizar os movimentos sociais! Há algumas poucas semanas, três coordenadores do DCE (Adriele A./Letras, Guly M. /Jornalismo, Matheus G. /História) foram citados em um processo movido pela universidade e intimados a prestar esclarecimentos na Polícia Federal. As acusações são de supostas “tentativas de agressão física e verbal” à chefia da segurança universitária, que teriam ocorrido em meio à manifestação de estudantes e servidores, que tentavam participar da conferência que iniciou a discussão sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRGS, contando com a presença de Luiz Cláudio Costa, então Secretário-Geral do MEC. A Reitoria já havia perseguido na greve servidores que realizaram piquetes no Vale e agora ataca as ações do movimento estudantil com acusações falsas, buscando calar aqueles que lutam contra a precarização da universidade.

As mobilizações mostram uma maior participação da comunidade acadêmica na vida política da UFRGS. Entretanto, a Reitoria comandada por Carlos Alexandre Neto, optou por iniciar uma ofensiva de criminalização do movimento ao invés de buscar o diálogo e contrapor-se aos cortes. Nós do Vamos à Luta achamos que não se pode permitir que a UFRGS seja palco da criminalização dos movimentos sociais. O espaço universitário sempre foi referência na luta pelas liberdades democráticas no país, e, em meio a crise, a ampla discussão política e mobilização de estudantes, trabalhadores será necessária para se construir um movimento de luta na defesa da universidade pública e de qualidade.

Para nós do Vamos à Luta está colocado que só teremos melhorias na nossa universidade com o apoio dos estudantes às greves e às lutas em curso na universidade e no país, com maior participação da base e unidade da esquerda para derrotar o ajuste de Dilma e os cortes na educação. Neste sentido fazemos um chamado a todos os CAs, DAs, coletivos de luta que hoje não compõem o DCE (União da Juventude Comunista, União Juventude Rebelião, Resistência Popular, Outros Outubros Virão) a se somarem a construção de uma chapa unitária e que todos nós possamos seguir mobilizados por uma universidade pública e de qualidade!