SP: Todos ao ato do dia 29/10 | Fortalecer a luta contra a (des)organização escolar de Alckmin/Herman!

Há algumas semanas, o estado de São Paulo tem sido sacudido por uma enorme luta encabeçada por milhares de estudantes secundaristas contra o projeto de (des)organização escolar anunciado pelo governo Alckmin. Fechamento escolas, aumento do número de alunos por sala de aula, transferência de milhares de alunxs para estudar mais longe de casa e demissão de milhares de professorxs; estes serão os resultados concretos da (des)organização. Temos visto nas ruas a indignação dxs estudantes, que tem se organizado e se mobilizado de forma espontânea desde as suas escolas, e agora os professores também começaram a se manifestar.  O que está por trás do projeto é mais um duro corte de verbas na educação.

Xs estudantes secundaristas têm dado uma verdadeira aula em defesa da educação nestas semanas, e mostram a cada dia que estes cortes são parte do ajuste fiscal que é aplicado em nível estadual e federal. Como disse o estudante Gabriel Maciel da Escola Zalina Rolim, em vídeo feito em meio a um dos protestos e publicado pela juventude Vamos à Luta: “Tenho certeza de que a educação não é mais prioridade em nosso país porque está sendo atacada em nível nacional pelo governo do PT, Dilma, que cortou mais de 10 bilhões de reais da educação, e o governo do PSDB, Alckmin, que quer fechar escolas aqui em São Paulo e é por isso que a gente tá aqui hoje.” Ou como colocou em um depoimento a estudante Brenda Melo do Etecap de Campinas, “A educação no Brasil está em crise por causa da ação conjunta do governo Dilma e governadores como Geraldo Alckmin em São Paulo.”

É possível derrotar o projeto do governo

Já foram centenas de atos por todo estado. Os estudantes seguem mobilizados e estão mostrando a sua força. A própria Folha de São Paulo teve que reconhecer em matéria publicada neste 27 de outubro sob o título “Sob pressão, Alckmin faz mudanças mais tímidas em escolas paulistas”, que a pressão das mobilizações tem feito o governo diminuir o número de estudantes e escolas afetados pelo projeto. Ainda é muito pouco, queremos derrotar todo o projeto, mas demonstra que os nossos protestos estão surtindo efeito e, se aumentarmos, podemos sim derrotar a proposta do governo.

O processo de mobilização deve seguir em cada escola, com protestos e debates sobre a atual situação. Precisamos denunciar permanentemente que Alckmin e Herman através da Secretaria de Educação, têm estabelecido uma verdadeira ditadura dentro de diversas escolas, proibindo xs professorxs de falar sobre o tema dentro das salas de aula. Um verdadeiro absurdo!

A saída para derrotar este projeto é cada vez mais unificar a luta entre os estudantes, professorxs e também os pais dxs alunxs. Por isso, foi muito importante o ato do dia 20, que reuniu cerca de 3 mil pessoas no centro de São Paulo. Achamos muito importante a entrada do conjunto dos professores nessa luta, mesmo sabendo que a direção da Apeoesp (Sindicato dos professores) não apenas demorou a se incorporar, mas até agora não colocou sua política e seu imenso aparato a serviço da unificação e do desenvolvimento das mobilizações. Não tem chamado claramente a necessidade da unificação com os estudantes para derrotar o projeto.

Da mesma forma atua a direção da Ubes (UJS/PCdoB), que já não representa mais o conjunto dos estudantes, e por isso a principal luta dos estudantes secundaristas dos últimos anos passa por fora da entidade, assim como foi nas jornadas de junho de 2013.