Entre os dias 12 e 15 de novembro, milhares de estudantes secundaristas de todo o país tem um ponto de encontro marcado: o 41º Congresso da UBES em Brasília (DF). O CONUBES ocorrerá em meio a uma forte crise econômica e política e um ajuste fiscal encabeçado pelo governo Dilma que está destruindo as nossas escolas. Mas também no marco de grandes mobilizações secundaristas no estado do SP que mostram que a juventude está pronta pro combate. Se liga na Tese da Juventude Vamos à Luta ao 41º Congresso da UBES!
Contra os cortes na educação! Seguir o exemplo dos estudantes de SP!
As últimas semanas tem sido marcadas por fortes manifestações no estado de SP contra o projeto de Alckmin (PSDB) batizado de (des)organização escolar, que representa um verdadeiro ataque a educação pública. O governador quer acabar com as escolas que funcionam com mais de um ciclo com a desculpa de que a educação melhoraria assim. Uma mentira que nem os estudantes e nem a maioria da população engolem. Como é possível melhorar a educação fechando escolas, superlotando salas de aula e acabando com o emprego de professores e outros trabalhadores? O que está por trás desse projeto na verdade é o chamado ajuste fiscal: a cartilha de Dilma e do PT que os tucanos seguem bonitinho.
Só o que Dilma tem a oferecer para a “Pátria Educadora” são mais cortes. Somente esse ano, R$10 bilhões foram cortados da educação e o dinheiro federal destinado às escolas públicas, também foi alvo das mãos de tesoura da presidente, com um atraso no repasse de R$2,9 bilhões. É por causa dessa política de Dilma, dos governadores e prefeitos que vemos uma situação tão precária no ensino fundamental, médio e técnico, municipal, estadual e federal, de norte a sul do país.
E a direção majoritária da UBES ainda diz que não devemos lutar contra Dilma porque se não vai vir um golpe? Fala sério! Golpe é não ter sala de aula, água e papel higiênico no banheiro, laboratório, merenda, climatização e professor. Por isso, nosso maior exemplo devem ser os milhares de estudantes de SP. Por fora dessa direção, eles se mobilizam fazendo atos radicalizados para que nenhuma escola seja fechada. A luta desses estudantes já fez com que o governador recuasse em sua proposta inicial de fechar cerca de 400 escolas para 94. Se é possível derrotar Alckmin, também é possível derrotar Dilma e qualquer um. E se vier dar uma de Beto Hitler (Paraná) ou de Rollemberg (DF) e tratar educação a base de cassetete e spray de pimenta, vai ter solidariedade sim!
Ajustar os banqueiros e investir na educação
Para o orçamento de 2016, o governo prepara ainda mais cortes na educação, ou seja, o que está ruim pode piorar. Mas por que os governos preferem cortar as verbas da educação e de outras áreas sociais? Para que o governo pague a dívida pública. Essa é uma dívida fraudulenta e que nada mais faz do que encher os bolsos dos banqueiros, enquanto tira direitos do povo trabalhador e da juventude. Somente esse ano, o governo do PT já gastou R$510 bilhões com a dívida. É por isso que têm tantos cortes na educação. Por isso a saída é ajustar os banqueiros e não pagar a dívida para garantir os nossos direitos.
Acordão para salvar corrupto, machista e LGBTfóbico? Tô #ForaCunha
Depois de uma chuva de dólares suíços na cabeça a previsão do tempo é que Eduardo Cunha (PMDB) cairá com a juventude organizada e mobilizada. Não é de hoje que Cunha se envolve em esquemas de corrupção e, mais recentemente, foi delatado nas investigações da Lava-Jato por receber propina de empresas corruptoras no escândalo da Petrobras. Além disso, apenas em 2015, Cunha a serviço da política de ajuste fiscal do governo Dilma, fez aprovar na Câmara as MPs 664 e 665 que restringem o acesso a direitos trabalhistas como o seguro-desemprego, o “Programa de Proteção ao Empresário” que reduz salários, a PEC 171 da redução da maioridade penal, o “Estatuto da Família” que ataca direitos dos LGBTs, o PL 5069/13 que ameaça a vida das mulheres e ainda está em discussão aprovar um orçamento que destinará metade do dinheiro do povo para aos banqueiros através do pagamento dos juros e amortização da dívida.
Mulheres de várias capitais do país protagonizaram manifestações pelo #ForaCunha. No entanto, o governo Dilma, o PT, o PCdoB, o PSDB e outros partidos estão na direção contrária das vozes que ocupam as ruas: pactuaram um acordão para salvar Cunha e manter esse corrupto, machista e LGBTfóbico na presidência da Câmara. E a direção majoritária da UBES ainda é conivente com esse acordão porque não abriu o bico sobre ele. A verdade é que todos tem o rabo preso: PT, PMDB e PSDB, além de assinar o PL 5069 de Cunha e estarem envolvidos em escândalos de corrupção, querem a estabilidade política necessária para passar as medidas de ajuste. É por isso que é tão importante que a gente construa uma alternativa política verdadeiramente de esquerda, um terceiro campo independente do PT de Dilma, do PMDB de Cunha e do PSDB de Aécio. Já está claro que suas disputas são pela chave do cofre e que eles são farinha do mesmo saco. E os secundas precisam ser parte da construção dessa alternativa.
Já deu! A UBES precisa de uma nova direção!
Com tantas crises acontecendo no país e com tanto estudante se mobilizando já está claro: falta uma direção que ajude a unificar e coordenar essas lutas. Dirigida pelas juventudes do PCdoB (UJS) e do PT, a UBES se transformou em braço aliado dos governos do PT e hoje está na direção contrária de sua principal tarefa que é organizar os estudantes para derrotar o ajuste de Dilma, Levy, governadores e prefeitos que está destruindo as nossas escolas. Vê se pode, a UBES que ajudou a derrubar o Collor teve seus dirigentes fazendo campanha eleitoral desse corrupto e conservador nas eleições de 2014. Por isso também não há democracia… ou algum secunda foi consultado quando a UBES apoiou o projeto do governo de restrição de meia-entrada? Já deu! Precisamos pra já de uma direção independente do governo e radicalmente democrática. Por isso, nesse 41º Congresso da UBES, propomos fortalecer uma oposição de esquerda na entidade, unificando os coletivos, delegados e delegadas em torno de um programa de oposição de esquerda ao governo Dilma e seu ajuste fiscal.
Nosso combate não tem freio nem fronteiras
Os diretores, donos das escolas, patrões e os governantes tentam nos iludir: faça tudo certinho, seja obediente e você vai conseguir ser alguém na vida. Mas nós jovens não estamos cegos, surdos e, muito menos, mudos. Sabemos o que está acontecendo e nos movimentamos por mudanças profundas. No mundo inteiro, desde a Europa até os EUA, passando pela América Latina até o Oriente Médio, existe uma crise gigantesca da economia capitalista. Onde a crise é mais forte, como na Grécia, os jovens são os que mais sofrem com o desemprego e com a falta de perspectiva, pois a educação e a saúde públicas estão sendo destruídas. Isso ocorre porque os governos querem salvar os lucros dos donos dos bancos, das terras e de várias empresas, manter as riquezas na mão de uma minoria de ricaços e fazer com que a gente pegue pela crise. A imagem de Aylan Kurdi, menino sírio que morreu no Mar Mediterrâneo e que poderia ser o nosso irmãozinho, é o símbolo mais recente da barbárie capitalista: quando a abertura de fronteiras é negada a todo um povo que precisar se refugiar da miséria e da violência da ditadura sanguinária de Bashar Al-Assad apoiada pelos EUA, potências europeias e a Rússia e dos fundamentalistas do Estado Islâmico.
O Vamos à Luta é parte da juventude que no mundo inteiro está indignada e mobilizada contra as barbáries desse sistema e de todos os governos, governantes e partidos que resolvem ser agentes desse sistema com as suas canetadas que atacam os direitos da juventude. E também contra aqueles que resolvem se colocar do lado deles, como a direção majoritária da UBES. Nessa batalha, as nossas armas são a luta, a organização e a solidariedade com os trabalhadores e trabalhadoras que sofrem com os mesmos ataques. É isso que permitiu que já tivéssemos conquistas, mas fique esperto: eles tentarão roubá-las de nós amanhã. Por isso, é necessário ocupar as ruas todos os dias por educação, saúde, moradia, segurança até derrubar esse sistema de opressão e exploração. E cada vez que nos mobilizamos na nossa escola, que vamos para a rua exigir o direito à educação de qualidade que o governo Dilma, governadores e prefeitos estão retirando de nós, também estamos lutando para virar a sociedade do avesso. Se você também acredita nisso, nem tenha dúvidas, venha construir a Juventude Vamos à Luta!
Organize sua indignação: Vem pra Juventude Vamos à Luta!
Confira a arte da nossa nossa tese ao 41º CONUBES:
