Vivemos hoje o aprofundamento da crise política e econômica do país. Com inflação altíssima e o desemprego aumentando, a juventude e os trabalhadores são os que mais sofrem para pagar as contas. O governo Dilma ataca a população aplicando cortes nas áreas sociais e retirando direitos do povo. Escolhe precarizar o ensino público para garantir os recordes de lucro dos banqueiros – financiadores de sua campanha eleitoral – e destina metade do orçamento da união pra pagar juros da dívida pública, em média três bilhões de reais POR DIA, o que equivale a três vezes o orçamento ANUAL da UFF. Na educação os cortes passaram de 10 bilhões de reais. Na UFF, sentimos o aprofundamento da precarização pela falta de professores, bandejão, bolsas e moradias estudantis e não pagamento dos funcionários terceirizados. O Hospital Universitário Antonio Pedro além de sofrer com os cortes ainda foi fechado de forma autoritária pelo diretor Tarcísio que nem se quer consultou a comunidade acadêmica. O reitor Sidney Mello – que tem sua reitoria investigada por corrupção nas obras superfaturadas que nunca se concluíram – viajou pela Europa durante a greve e tenta, hoje, junto a Tarcísio, promover a privatização do hospital via EBSERH. Ambos, reitor e diretor do H.U., são coniventes com os cortes e o projeto de privatização do governo Dilma.
Como a crise afeta as mulheres?
O Brasil hoje ocupa o 5º lugar no ranking mundial de violência contra a mulher. Com o ajuste fiscal de Dilma as principais afetadas são as mulheres trabalhadoras negras, pois são as primeiras a serem demitidas, tem os salários mais baixos e agora estão perdendo seus direitos, com as MPs 664 e 665. A realidade nos mostra que quanto mais a crise econômica e o ajuste se aprofundam mais difícil fica a situação das mulheres. Na UFF, a realidade não é diferente, os casos de estupro se acumulam e a reitoria não se responsabiliza pelas violências sofridas nos campi. As estudantes que estudam a noite muitas vezes precisam sair do campus sozinhas e isso significa andar por caminhos mal iluminados e desertos. Além disso, a segurança dos campi da UFF é patrimonial, ou seja, não está ali para garantir a segurança das pessoas. O numero de assaltos e violências ao redor dos campi também são significativos e tem como principais vitimas, as mulheres. Pra além das questões de segurança, nossa reitoria dificulta ainda mais a vida das mulheres, pois não tem políticas específicas para as mães, por exemplo: permitir que as mães comam com seus filhos no bandejão e garantir que todas as estudantes mães tenham vagas para seus filhos na creche. Mas as mulheres não se calam, têm sido protagonistas nas lutas e mostraram o caminho que a juventude tem que seguir ao ocupar as ruas pelo Fora Cunha!
Seguir o exemplo dos estudantes de SP! NEM DILMA, NEM CUNHA, NEM TEMER, NEM AÉCIO: FORA TODOS!
Hoje Dilma, toda sua linha sucessória, e a falsa oposição encabeçada por Aécio estão unificados para jogar a conta da crise na população. Não somos a favor do impeachment encabeçado por Cunha, mas oposição a Cunha não significa apoio ao governo. O verdadeiro golpe de direita está em curso e é o ajuste fiscal encabeçado pelo PT, que tira direitos dos trabalhadores. Além disso, todos estão envolvidos nos escândalos de corrupção da Lava a Jato e receberam dinheiro da companhia Vale/Samarco durante suas campanhas e, por isso, fazem vista grossa ao crime ambiental ocorrido em Mariana. Portanto, nenhum deles nos representam: Nem PT, nem PMDB, Nem PSDB. A NOSSA SAÍDA É AS RUAS seguindo o exemplo dos estudantes de SP que ocupam suas escolas contra Alckmin! Junto aos servidores públicos do Rio e aos estudantes da Uerj! Contra os ataques de Pezão! Devemos caminhar para a construção de uma greve geral no país. Para isso, queremos convidar todas e todos estudantes para debater a crise econômica e política no país, como isso afeta nossas vidas – especialmente a das mulheres – e qual a tarefa que a juventude tem hoje! É preciso organizar as lutas contra todos que querem retirar nossos direitos, e a juventude de SP mostra que é possível!
## Venha para o nosso debate ##
“O protagonismo das mulheres e as tarefas da juventude frente a crise política e econômica”
Dia 16/12 – às 18h – sala 510/bloco O/ICHF
