SP | Covardia policial marca o primeiro ato contra o aumento da tarifa

No dia 08/01 fizemos o primeiro grande ato contra o aumento da tarifa com a presença de mais de mais de 10 mil pessoas. Pouco mais de 30 minutos após a nossa saída da frente do Teatro Municipal, a polícia militar se encarregou de protagonizar cenas de covardia atacando violentamente a manifestação para dispersá-la. Vimos cenas dignas da ditadura militar que no centro de São Paulo.

A responsabilidade política da repressão é de Alckmin e Haddad

Foi a polícia militar a encarregada mais uma vez de apresentar a política dos governos para quem se opõe ao absurdo aumento da tarifa: centenas de bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, prisões arbitrárias. Além disso, em um vídeo que até a Rede Globo foi obrigada a divulgar, um policial aparece colocando artefatos explosivos na mochila de um manifestante para depois encrimina-lo. Obviamente que sabemos que isso não é um caso isolado, é apenas mais uma parte da ação criminosa da polícia de São Paulo.

Não temos dúvidas da responsabilidade política de Alckmin e Haddad dessa política criminosa de promover cenas de guerra contra manifestantes. A PM é subordinada ao governo do estado, ou seja, é óbvio que a política de repressão foi a mando do governo e Alckmin sabia o que ia ocorrer. Como Alckmin e Haddad estão juntos nessa do aumento, não temos dúvidas de que politicamente o prefeito petista também tem responsabilidade pelas repressão que vimos na última sexta.

A eles dizemos: Não tem arrego! A sua repressão não vai nos intimidar! Seguiremos nas ruas contra o aumento de Haddad (PT) e Alckmin (PSDB), que só beneficia os empresários.

Chamamos o MTST a fortalecer os atos contra o aumento

O MTST, movimento social com importante capacidade de mobilização, deve fortalecer com seu peso político a luta na ruas para derrotar o aumento. Infelizmente o MTST não compareceu neste primeiro ato contra o aumento. Vimos nos últimos meses o movimento participar com dezenas de milhares de pessoas em atos na defesa do mandato da petista Dilma Roussef, justamente quem encabeça o ajuste fiscal e as medidas contra o povo trabalhador. Apesar de considerarmos esta participação um gravíssimo erro, agora temos uma pauta importante de unidade que pode colocar dezenas de milhares nas ruas de São Paulo, e precisamos estar unificados para derrotar essa medida que Haddad e Alckmin querem impor para encher ainda mais o bolso dos empresários.

É preciso fortalecer as plenárias contra o aumento da tarifa

Por iniciativa do Sindicato dos Metroviários, no dia 06/01 tivemos a primeira plenária contra o aumento da tarifa. Que reuniu diversas entidades e cerca de 50 pessoas. Foi um primeiro passo de uma importante necessidade para organizar a luta. Acreditamos que é fundamental que de forma unitária decidamos os passos da nossa luta em atividades como esta, que são abertas a todos que estão contra o aumento da tarifa.

Achamos insuficiente e equivocado que todos os atos sejam somente convocados pelo Facebook do MPL e decididos neste movimento. Acreditamos que os manifestantes e organizações políticas que participam dos atos devem ter o direito de estar em plenárias abertas onde possamos debater a situação da nossa luta e do transporte de forma mais geral e planejar as principais manifestações que faremos. Achamos que isso fortaleceria muito nossas possibilidades de massificação do movimento, o que é fundamental para alcançarmos uma vitória.

Calendário:
Próximo Grande Ato Contra o Aumento da Tarifa:
Dia 12/01 (terça) na Praça do Ciclista às 17h

Próxima Plenária Contra o aumento da Tarifa:
Dia 13/01 (quarta) no Sindicato dos Metroviários (Rua Serra do Japi, 31) às 18h