SOMOS TODES SERVIDORES AMBIENTAIS!
Ilegais são o garimpo e o marco temporal e abusivo é o NEM: greve é direito
Os servidores federais da área ambiental estão em greve há oito meses. Após tentativas de negociação com o governo Lula/Alckmin, a greve tomou todo o Brasil por reestruturação da carreira, melhores condições de trabalho e novos concursos públicos.
O governo Lula judicializou o movimento grevista
Apesar do que o presidente afirmou durante a greve da educação federal (que não puniria grevistas em seu governo), a Advocacia Geral da União (AGU) ingressou com ação no STJ no dia 2 de julho, a fim de tornar a greve “ilegal e abusiva”, obrigando o retorno dos trabalhadores com 100% de funcionamento, sob pena de multa diária de 50 mil reais.
A partir desse apelo do governo federal à justiça burguesa, no dia 04/07 o STJ ordenou a suspensão da greve, com a pena de 200 mil reais por dia em caso de que sigam com o justo movimento por condições de trabalho. A justificativa apresentada por Og Fernandes, vice-presidente do STJ, é a de que as atividades envolvidas são essenciais, já que “estão relacionadas à execução da política de proteção e defesa do meio ambiente”.
A proteção do meio ambiente realmente é essencial, por isso estamos ao lado dos grevistas
Estamos assistindo à catástrofe climática e ambiental para a qual os capitalistas e seus governos estão nos empurrando, como ficou evidente com o recente processo do RS. Nesse sentido, esses servidores são estratégicos e merecem valorização.
Judicializar e criminalizar a greve não tem nada a ver com uma preocupação verdadeira do governo Lula/Alckmin ou do STJ com o meio ambiente, tendo em vista que não há punições severas aos garimpeiros, garantiram o marco temporal e seguem favorecendo as grandes empresas que poluem e destroem a natureza.
Essa medida é antissindical e demonstra que esse governo não quer garantir os direitos dos trabalhadores federais, que, no caso das instituições de proteção ao meio ambiente, sofreram sucessivos cortes e perseguições durante o governo Bolsonaro
O mesmo governo que ataca nosso direito ao futuro mantendo o NEM, impede a luta por garantia de melhores condições de trabalho de servidores importantes para a proteção do futuro das condições para a vida no nosso país e no planeta.
Por isso, exigimos da UNE, UBES e APG, em unidade com a CUT, CTB, CONDSEF, FASUBRA, SINASEFE e ANDES um dia nacional de lutas contra a medida arbitrária do STJ, pelo direito à greve, melhores condições de trabalho para toda a categoria que inclui o Ibama, ICMBio, SFB e MMA.