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Mais de 200 estudantes da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (EAUFPA), antigo Núcleo Pedagógico Integrado (NPI), fecharam trechos da Avenida Perimetral por cerca de duas horas, na manhã desta terça-feira (08). O motivo da manifestação foi a grande quantidade de assaltos que vem ocorrendo nas proximidades da escola, gerando medo e insegurança entre os jovens. Segundo alunos, professores e membros da comunidade do bairro da Terra Firme a segurança pública da localidade já não era das melhores e, depois da interdição da Av. Perimetral para as obras de duplicação da via, ficou ainda pior. “As aulas começaram no último dia 31 de março, há uma semana, e nesse período mais de 20 alunos já foram vítimas de assaltos. Hoje nossa aula é na rua. Nós estamos reivindicando mais segurança para toda a comunidade”, afirmou a estudante Mariana Trindade, do terceiro ano do Ensino Médio.
Com cartazes exigindo segurança pública e denunciando o descaso do governo e da prefeitura com a situação, os estudantes cantaram palavras de ordem como “pra trabalhar, pra estudar, eu quero segurança já!” e “oh oh Zenaldo olha pra cá, olha pra escola que tentou te educar” fazendo referência ao fato do atual prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, ser ex-aluno da Escola. A manifestação saiu da frente da Escola de Aplicação, percorreu a Av. Perimetral, bloqueou a passagem de veículos na Av. Cipriano Santos, na rua São Domingos e foi encerrada em frente à Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), onde representantes dos técnico-administrativos em greve saudaram o protesto.
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| Andréa Solimões saudando a luta dos estudantes |
O ato foi acompanhado pelos professores da Escola e Aplicação e diretores da Adufpa, Andréa Solimões e Ivan Neves, que se solidarizaram aos estudantes e também exigiram mais segurança pública. Um representante dos policiais militares em greve também saudou os manifestantes, e aproveitou para denunciar sobre as péssimas condições de trabalho a que são submetidos e sobre os riscos da atividade, além disso, expressou indignação ao dizer que a greve de sua categoria é considerada crime. Também participaram do protesto ativistas do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRA, do Coletivo Vamos à Luta e representantes do Movimento Popular da Terra Firme.


