Nesta última segunda-feira, dia 17/03, os técnicos-administrativos das Universidades Federais entraram em greve por tempo indeterminado, reivindicando reajuste salarial, melhorias no plano de carreira, abertura de novos concursos públicos RJU (Regime Jurídico Único) nas Universidades, revogação da lei da Ebserh entre outras pautas. Todas essas pautas estavam presentes na poderosa e radicalizada greve do serviço público federal de 2012 que o governo Dilma (PT/ PMDB) não atendeu. O reajuste salarial proposto e implementado pelo governo federal naquele momento foi de apenas 15% parcelado em 3 anos, ou seja, 5% a cada ano, o que não cobre nem a inflação dos últimos anos.
Não é novidade que as Universidades vem sofrendo um processo de precarização muito forte que atinge estudantes, técnicos-administrativos e professores. Falta salas de aulas, bandejão, como no caso da Unirio ou quando tem, são com filas quilométricas, como na UFPA. Falta também moradia, creche universitária, novos concursos públicos, etc. Além da privatização dos Hospitais universitários que o governo federal e as reitorias implementam através da Ebserh. O governo Dilma é responsável direto por essa situação. Anunciou esse ano um corte de R$ 44 bilhões no orçamento. Dinheiro destinado para o pagamento da dívida pública para banqueiros e empresários enquanto que menos de 4% é destinado para educação. Além disso, o governo faz gastos bilionários com as obras da Copa do Mundo da Fifa.
Em junho do ano passado, os milhões que estavam nas ruas no país inteiro nos atos contra o aumento das passagens de ônibus também reivindicavam “saúde e educação padrão Fifa”, “mais verbas pra saúde e educação”. Recentemente, a radicalizada greve dos garis do Rio de Janeiro mostrou que é possível com muita mobilização derrotar os governos e garantir conquistas. São nesses exemplos que temos que nos inspirar para travarmos as lutas dentro das Universidades.
Entendemos que a luta legítima dos técnicos-administrativos das Universidades também é uma luta em defesa da Universidade pública, gratuita e de qualidade. Por isso, nós do Coletivo estudantil Vamos à Luta expressamos todo nosso apoio à greve dos técnicos-administrativos e estaremos ao lado dos trabalhadores em sua luta.
Exigimos da Majoritária da UNE que a entidade declare apoio à greve que nesse momento precisa ser coberta de solidariedade de estudantes, entidades sindicais e demais movimentos. Propomos um fórum de base dos estudantes das federais para debater a greve e a mobilização dos estudantes. Que em cada universidade possamos impulsionar assembleias estudantis que debatam a greve e as pautas dos estudantes.
Vamos à Luta – Juventude Indignada!

