No dia 07 de maio ocorreram as eleições de delegados para o Congresso Nacional da UNE na PUC – Minas campus Coração Eucarístico (Coreu – BH), já na madrugada do dia 8 saíram o resultado das eleições, em que a chapa 3 – É pra virar a Une do Avesso que era composta pelos setores da Oposição de Esquerda da Une (Vamos à Luta, UJR, UJC e Juntos) foi vencedora com 497 votos (36%), uma vitória que coloca também no terreno das Universidades Privadas que a juventude bem como demonstrada na vitória nas eleições do DCE da UFMG rejeita o modelo educacional que privilegia os tubarões do ensino e que massacra o estudante e a juventude.
Unificados com um programa que pautava o ajuste fiscal do Governo Dilma, passando pela crise no FIES e aumento das mensalidades (9,2% nesse semestre na PUC-MG) e denunciando o papel nefasto que cumpre a direção majoritária da UNE (PcdoB /PT) que não se pronunciaram quanto as MP´s que retiram direitos dos trabalhadores. A Chapa 2 – Participa(UJS-PCdob/Kizomba-PT) não disseram nada contra o aumento das mensalidades das privadas pelo país e muito menos chamaram qualquer mobilização contra o corte de R$7 bi na educação e continuam sendo braço do governo. Por outro lado a Chapa 1 – É Pra Mudar a UNE, faziam criticas pontuais ao governo e a Direção majoritária da UNE, mas em seu panfleto nada de cortes, ajuste fiscal ou retirada de direitos.
A chapa 3 – É pra virar a Une do avesso, era a maior chapa inscrita no processo, o que expressa um campo aberto à esquerda também nas universidades privadas, rejeitando o ajuste fiscal e todo o “pacote de maldades” implementado logo no início do ano por Dilma e Levy. A juventude que lutou contra o aumento das tarifas de transporte, aumento das mensalidades nas universidades pagas, crise do FIES, crise nas universidades públicas, e protagonizou o 26 M- Dia Nacional de Luta pela Educação segue o exemploda classe trabalhadora que também respondeu com lutas e greves, como a greve da Volks, greve dos garis do Rio de Janeiro, greve dos professores do Paraná, São Paulo, Pará e Macapá.
Uma nova Direção para o movimento estudantil também nas pagas para derrotar o ajuste do governo Dilma/Levy
Está claro que não existe espaço para defesa de um Governo que a cada dia ataca mais a classe trabalhadora e juventude, os de “baixo” mostram a cada dia que não aceitam mais ser governados como antes, e os de “cima” não conseguem governar como antes, e tentam aplicar planos de austeridade para que trabalhadores e juventude paguem por uma crise que não é nossa.
O resultado eleitoral de delegados ao 54º CONUNE na PUC-MG(COREU) expressa a falência de um modelo de ensino que privilegia os tubarões do ensino em detrimento da universidade pública e que os estudantes estão a postos para lutar contra as medidas impostas pelo PT. Não aceitamos pagar por uma crise que não é nossa. Os/as estudantes da PUC-MG deram um grande exemplo para as universidades pagas! Só a luta muda a vida!
