Os trabalhadores do estado não devem pagar pela crise
Na última quinta-feira, 30/07, o governo Sartori confirmou o parcelamento de salário dos funcionários do estado que ganham acima de 2.150 reais. O parcelamento de salário, em até três vezes, atinge 47% dos servidores do estado. Com esse ataque brutal evidencia-se que o governo Sartori despeja sobre as costas dos servidores públicos e do povo a conta da crise dos ricos.
Essa não é a primeira política de austeridade aplicada pelo governo Sartori. Lembramos que no mês passado a aprovação da LDO 2016 na assembleia legislativa reduziu recursos públicos em áreas como saúde, educação, segurança e congelou salários dos servidores públicos estaduais. Vários setores do serviço público intensificaram sua mobilização contra esse ataque, destacando-se a polícia civil que realizou ato com 10 mil pessoas em frente ao palácio Piratini.
O ajuste de Sartori é o mesmo de Dilma
Os ataques promovidos pelo governo Sartori estão inseridos em um cenário de profundo ajuste fiscal aplicado por Dilma no Brasil. Com o aprofundamento da crise e a queda na arrecadação do estado, Sartori ataca os trabalhadores para garantir o pagamento da dívida com a União – que na verdade é uma dívida com os banqueiros. O aumento do ICMS, um verdadeiro tarifaço nos impostos sobre a energia elétrica, combustível, telecomunicações, bebidas, fumo, etc., coloca sobre as costas do povo a crise dos ricos.
Tarso, do mesmo PT de Dilma, busca dizer que é diferente. Contudo, isso não passa de demagogia, pois no seu governo ele não pagou o piso salarial dos professores, terceirizou postos de trabalho no Banrisul e atacou direitos históricos da classe trabalhadora. Nós da CST/PSOL defendemos a imediata suspensão do pagamento da dívida com a União e uma auditoria organizada pelos sindicatos e pela sociedade. Exigimos também que o governador reduza o seu salário, dos seus secretários e que os deputados, na assembleia legislativa, também reduzam os seus salários e suas verbas indenizatórias.
Nesta segunda-feira, dia 03/05, o conjunto do serviço público estadual realizará um dia de paralisações por todo o estado. Os policiais militares permanecerão aquartelados. A polícia civil, os educadores e demais categorias também paralisarão. Em nossa opinião, a indignação e a força da mobilização colocam a possibilidade da construção de uma Greve Geral Unificada. Acreditamos que a aceleração dos acontecimentos impunha a necessidade de antecipação da Plenária Unificada que ocorrerá no dia 18 de agosto, contudo, agora temos que aproveitar esse tempo para nos prepararmos em cada local de trabalho para o dia 18/08.
