Campinas-SP | Basta de supersalários e precarização! Todo apoio à greve dos técnicos da Unicamp!

Obrigado por uma liminar judicial, o reitor José Tadeu teve que divulgar os nomes dos mais de 800 funcionários que ganham bem acima do teto salarial. O próprio reitor possui duas matrículas, o que faz seu salário ser de R$ 50 mil reais. Os maiores salários estão em torno de R$ 65 mil, mais de 200% acima do teto.

Após as rejeições das contas da Universidade, o que vem se repetindo desde 2013 por conta do escândalo dos supersalários, se aprofunda a crise orçamentária na Unicamp, que se soma aos cortes de R$ 10,4 bi na Educação e ao ajuste fiscal aplicado por Dilma e Alckmin. Hoje, só a folha de pagamentos corresponde a 93% do orçamento da Universidade e, com a queda da arrecadação do ICMS, o repasse para as Universidades Estaduais de São Paulo diminuiu R$ 203 milhões de reais. Os supersalários escancaram a crise que a Universidade vive. A Unicamp prevê déficit de R$ 82,8 milhões neste ano, valor 135,9% superior ao saldo negativo de R$ 35,1 milhões acumulado em 2014. A instituição já executa um “plano anticrise”, que inclui corte parcial de horas-extras aos servidores até dezembro.

Sem duvida, os mais impactados com os cortes de verbas de Dilma e Alckmin e com a crise orçamentária, fruto da péssima administração do reitor José Tadeu, são os trabalhadores efetivos, os terceirizados e os estudantes. Em 2014, os funcionários fizeram a maior greve já vista na Unicamp, que durou 112 dias. Agora, acabam de entrar em greve pela isonomia salarial e contra os supersalários! Um importante exemplo de luta que merece toda a nossa solidariedade.

Os estudantes também sentem na pele a redução e/ou corte de políticas de permanência (assistência estudantil, bolsas de iniciação científica, moradia). A questão da moradia estudantil tem sido pauta das lutas dos estudantes em função da precarização e da falta de investimentos. Já foi interditado, inclusive, um bloco inteiro da Moradia pois está quase caindo, e outros estão em situação precária. Na pós-graduação, dos mais de 11 mil estudantes de mestrado e doutorado, a grande parte nem tem bolsa de pesquisa. Os supersalarios consomem R$ 4,5 milhões por mês, o que equivale a mais de 1.000 bolsas de mestrado da Capes. Se esse valor fosse revertido à pesquisa, a Universidade teria praticamente 1.300 bolsas para oferecer aos estudantes. Enquanto isso, a atual gestão do DCE da Unicamp (UJS/PCdoB), que também faz parte da majoritária da UNE e UEE, se mantém caladinha frente aos escândalos orçamentários e blinda o governo Dilma ao não lutar contra o ajuste fiscal e os cortes na Educação, indo na contramão da luta dos estudantes e trabalhadores.

Os estudantes e trabalhadores da Unicamp repudiam os supersalários, assim como a população repudia os supersalários dos políticos do nosso país que aumentam os seus muito mais que os nossos. Nós, da Juventude Vamos à Luta, vamos seguir fazendo essa denúncia dentro da Universidade e lutando contra os supersalários, em apoio à greve dos técnicos-administrativos, contra os cortes nos orçamentos das estaduais paulistas e, nacionalmente, contra os ataques à educação!

 

Juventude Vamos à Luta – Campinas-Sp