Passado pouco mais de uma semana das mobilizações ocorridas em vários pontos de Belém, no último dia 2/9, o estado de caos se mantém na educação. Este dia foi marcado pela disposição de estudantes e trabalhadores em lutar por uma educação melhor, principalmente na manifestação que ocorreu na Avenida Almirante Barroso, onde cerca de 500 pessoas fecharam a via e cantavam palavras de ordem, como “Alunos na rua, Jatene a culpa é tua!” e “Unificou! Unificou! Agora a luta é estudante e professor!”, contra o Governador Jatene (PSDB) e o Secretário de Educação Helenilson Pontes (PSD), os maiores responsáveis pela educação de nosso estado se encontrar em situação tão precária.
Pará – reflexo de uma política de precarização
A situação em que vive a educação no Pará não difere muito do que vemos em todo o país. Isso nos faz afirmar que o governo Dilma (PT/PMDB) também é responsável por tal condição, afinal mais de R$10 bilhões foram cortados do orçamento da educação desde o início de 2015, gerando as escolas que vemos todos os dias: precárias, sem água, merenda escolar de qualidade, com salas de aula quentes e banheiros sem condições de higiene e privacidade, assim como se vê a falta de espaços de lazer, arte e esporte nas escolas Brasil a fora. A exemplo disso temos as escolas Marechal Cordeiro de Farias e Pedro Amazonas Pedroso, em que a violência também é parte do dia-a-dia; consequentemente, levando a greves e grandiosas manifestações dos trabalhadores e da juventude, como vimos aqui no Pará, São Paulo e Paraná. Como se não bastasse a política de fome que os nossos governantes aplicam sucateando a educação, ainda se prezam a processar os nossos professores por lutarem por uma educação de qualidade, como fez Jatene junto ao Poder Judiciário.
Não podemos vacilar nesse momento
Sem dúvida este dia (2/9) poderia ter cumprido um papel bem mais expressivo com mais trabalhadores nas ruas se o Sindicato dos Educadores (SINTEPP) tivesse dado peso maior às mobilizações nas escolas. Sem dúvida construir mobilizações deste tipo exige que as representações estudantis e sindicais atuem conjuntamente para que mais e mais pessoas sejam convencidas a lutar contra os desmandos de Jatene e companhia. Algo que nós da Juventude Vamos À Luta nos propomos a fazer.
Fortalecer o dia 18/9 e construir uma saída pela esquerda!
A próxima sexta-feira (18/09) será um dia de mobilização nacional contra o ajuste fiscal, assim como contra os cortes na educação, feitos pelo governo Dilma, governadores e prefeitos. É um dia de lutas e mobilizações convocado por partidos de demais organizações políticas de esquerda como PSOL e PSTU, do Movimento Estudantil e dos trabalhadores, com o objetivo claro de se opor às políticas aplicadas pelos partidos da nova e da velha direita: o PT de Lula e Dilma, PSDB de Aécio e Serra e o PMDB dos Barbalho. Não nos representam! Estes mesmos a cada dia lançam mais medidas de ataques ao povo trabalhador como o PPE e a Agenda Brasil mais recentemente. Portanto, em nossa opinião, a tarefa central dos trabalhadores e da juventude é construir atividades e mobilizações de modo unificado, tal como no dia 02/09, do qual devemos seguir o exemplo, e por fortalecer o dia 18/09, como o fez a categoria da educação em assembleia geral votando participar do ato em Belém neste dia, que acontecerá em São Brás às 9h.
Por Thaís Borges – estudante secundarista da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias e Eduardo Protázio
