Desde 2013, com o ascenso das lutas da juventude e dos trabalhadores, a resposta dos governos é de retirar nossos direitos e aumentar a repressão frente às lutas e greves que se espalham pelo país. Nas últimas semanas vimos a aprovação da Lei Antiterror, enviada por Dilma ao senado, que visa criminalizar aqueles e aquelas que lutam. Também vimos o PL 5069, elaborado por Cunha e pelo presidente do PT de Rondônia, Padre Ton, que modifica a Lei de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, causando um brutal retrocesso aos direitos das mulheres. PT, PMDB e PSDB estão juntos para aplicar o ajuste fiscal, retirar nossos direitos e aumentar a repressão contra o povo, e por isso se unem em um escandaloso acordão para impedir a queda do corrupto, machista e LGBTfóbico Eduardo Cunha. Apesar de todos esses ataques, a luta das mulheres toma conta do Brasil e exige a imediata saída de Cunha da presidência da Câmara Federal.
Aqui no RS não é diferente. Desde o início do ano, o governo Sartori vem mostrando a que veio. Uma de suas primeiras medidas foi excluir a Secretaria de Política para as Mulheres e durante a greve das professoras e professores (categoria que tem em sua maioria mulheres) parcelou os salários e reprimiu com violência essa heroica categoria que lutava por pagamento salarial.
No dia 03/11, nós da juventude Vamos à Luta participamos do ato contra a repressão policial às mulheres que estavam no dia 01/11 executando uma performance na Feira do Livro Feminista (que acontece em paralelo à Feira do Livro de Porto Alegre), onde foram brutalmente agredidas pela polícia de Sartori. O importante ato do dia 03/11 em solidariedade ao ocorrido expressa a crescente indignação das mulheres na luta pelos seus direitos!
Sigamos o exemplo das milhares de mulheres e jovens do Rio de Janeiro e de São Paulo que, na semana passada, tomaram às ruas das maiores capitais do país em repúdio à violência machista e pelo #FORACUNHA!
