Esquerda ganha mais uma vez DCE da UFRGS: Em 2016 seguiremos Lado a Lado contra o ajuste de Dilma e o Desmonte da Educação!

Entre os dias 24, 25 e 26 de novembro ocorreram as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRGS. Depois de uma grande campanha militante e com 1705 votos, a Chapa 5 “Lado a Lado Somos Muito Mais”, que contou com uma grande unidade entre a gestão 2015 do DCE e vários coletivos e independentes, reafirmou-se como um projeto de enfrentamento ao ajuste fiscal de Dilma/PT e os cortes na educação. Nossa chapa é a expressão da base da universidade, contando com 300 apoiadores em mais de 45 cursos.

A unidade conquistada nos fortalece para seguirmos lado a lado junto aos estudantes, terceirizados, professores e servidores contra os cortes que o governo Dilma e o reitor Carlos Alexandre Neto, braço do governo na UFRGS, seguirão aplicando em 2016 na educação. 2015 foi marcado por muitas lutas contra a precarização da Universidade. Foram atos, assembleias, plenárias que denunciaram o sucateamento da UFRGS e que nos ensinaram que o governo Dilma e o PT são inimigos da educação pública! Devemos seguir o exemplo de luta dos secundaristas de SP que estão promovendo uma verdadeira rebelião contra o fechamento de escolas promovido por Alckmin. A tarefa da nova gestão será a de transformar a crescente indignação dos estudantes frente aos cortes em mais organização e luta.

Fora os Bolsonaros e Cunhas da UFRGS!

Nossa vitória é ainda mais importante porque vencemos a chapa 4 (“Novo DCE”, 1405 votos) a direita organizada da universidade, ligada ao que existe de pior na sociedade como os partidos corruptos PP, PMDB, que são aliados do governo Dilma. Vencemos os “Bolsonaros” e “Cunhas” da UFRGS, os mesmos que dirigiram o DCE em 2010 e 2014 e são conhecidos pela concepção privatista da universidade, além dos posicionamentos racistas, LGBTfóbicos e das atitudes suspeitas frente a administração financeira da entidade.

As outras chapas

A chapa 3 “Mudar o DCE”, composta por PT, UJS-PCdoB e setores que antes compunham a chapa da direita clássica, ficou em terceiro lugar. Com um discurso rebaixado e defensores do governo Dilma, mostraram em sua campanha que não apresentam saídas de fundo para os estudantes e que relativizam a greve que aconteceu dos servidores, já que esta se choca direto com o governo da Dilma. Os mesmos que dirigem há décadas entidades como a UNE e a UBES que se afastaram totalmente das lutas dos estudantes e trabalhadores, pois através da política desses grupos, transformaram-se em braços do governo no movimento estudantil para derrotar as mobilizações. A chapa 2 “Aos que Virão”, composta pelo coletivo Barricadas, ficou em quarto lugar. Muito sectários e auto-proclamatórios, colocaram a frente da política as acusações morais a um setor de nossa chapa, caluniando toda a nossa gestão. Não respeitaram o ativismo de nossa chapa e nos chamaram de “boiada”. Foi ruim que o Voz Ativa (UJR/PCR), que estava na chapa 1, não tenha participado da chapa unitária da esquerda. Isto demonstrou-se um grande erro, já que sofreram uma grande derrota, ficando em último lugar na eleição. Além disso não fizeram nenhuma crítica ao governo Dilma durante toda a campanha e apresentaram um programa rebaixado.

2016: se Dilma intensifica os ataques, responderemos com mais lutas

O ano de 2016 será de maior crise para a sociedade e à nossa universidade. É necessário que a nova gestão amplie o trabalho de base, organizando os estudantes para os ataques que virão. Desde já, nós do Vamos à Luta, nos somaremos a todas mobilizações que se enfrentem diretamente contra os cortes do governo Dilma, assim como todas as lutas contra as opressões dentro de nossa universidade!