Mais um semestre se inicia na UNIPAMPA, é uma Universidade nova da política de expansão universitária do Governo Federal, iniciada com o programa Reuni, no entanto, é necessário que se avalie criteriosamente esse processo de expansão.
Quando os estudantes e professores chegam a nova Universidade se deparam com uma estrutura precária, falta de funcionários e professores, cursos mal planejados, falta de política de assistência estudantil, escassez de bolsa de pesquisa e extensão.
A autonomia universitária vem sendo atacada sistematicamente pelo governo, como exemplo, no ano passado foi a greve dos Técnicos Administrativos em que o governo privatizou os hospitais universitários, para além disso, atacou o livre direito de organização dos trabalhadores criminalizando a greve.
O governo apesar de fazer propaganda de que a crise econômica mundial não atinge o país, nos últimos dois anos cortou mais de R$ 100 bilhões das áreas sociais, sendo que, R$ 5 bilhões só da educação, por outro lado, cada vez mais se veem casos de corrupção, como o mais recente, o caso do bicheiro Cachoeira.
Através de financiamentos, as empreiteiras e os bancos ficam cada vez mais ricos, o governo ainda segue a lógica de FHC do superávit, que nada mais serve para engordar o bolso dos banqueiros enquanto joga migalhas aos trabalhadores.
Neste contexto, os professores das Universidades Federais entram em greve, lutando por reajuste salarial, reestruturação do plano de carreira, a incorporação das gratificações no vencimento básico. Em uma tentativa de desmobilizar a categoria, o governo Dilma edita uma MP em meio ao indicativo de greve, mas não discute a reestruturação do plano de carreira e as demais reivindicações. É necessário lembrar que o governo não cumpriu o acordo firmado com o ANDES – SN no final do ano de 2011.
Neste sentido, entendemos que o governo não enxerga a educação como prioridade.
Nós, fazemos coro as reivindicações dos docentes por acreditar que é fundamental somar forças junto aos trabalhadores por uma educação de qualidade e contra os ataques que temos sofrido pelo governo Dilma.
Salientamos que a expansão universitária deve ser realizada, mas pautada na qualidade, e por acreditar que a construção de uma sociedade igualitária passa também pela educação.
Fazemos um chamado ao movimento estudantil que apoie a greve dos professores e para que possamos avançar construindo uma frente única contra o desmonte da educação brasileira.
Pensamos que somente a luta pode trazer mudanças para o país!
Os trabalhadores não podem pagar pela crise!
Todo apoio a greve dos docentes!
Coletivo Vamos à Luta – Jaguarão.
Coletivo Os Sonhos Não Envelhecem.
Coletivo Consciência Coletiva.
