Repúdio a agressão que o companheiro Edivaldo sofreu por um militante do PSB na UNIPAMPA

Mais uma vez o movimento estudantil joga contra ele mesmo, é sabido o papel precário que a UNE tem desempenhado nas lutas dos estudantes do Brasil e hoje um coletivo ligado à direção majoritária da UNE fez o movimento estudantil passar por um momento vergonhoso. Em Jaguarão-RS, cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, um aluno do curso de História agrediu fisicamente seu colega de curso, o motivo, posições políticas.
O agressor Tiago José Santana Júnior é militante e filiado ao PSB e Edivaldo, que foi agredido pelas costas, é militante do PSOL, o primeiro é atual coordenador geral do Diretório Acadêmico do curso de História localizado no campus Jaguarão. É necessário pontuar que o estudante Edivaldo está participando, e é candidato por uma chapa no processo eleitoral do D.A do curso de História que deverá ocorrer em maio. Segunda-feira dia 23/04 em reunião da comissão que organizava um ato de paralisação no dia 25/04, o estudante Tiago, endereçava suas intervenções a Edivaldo, com diversos ataques pessoais. O estudante que já coordenou uma série de processos“estranhos” na universidade, como ter criado um C.A sem passar por uma eleição e com voto em uma assembleia com menos de 10% dos alunos do campus, na qual, obviamente, o aluno contava com apoio de uma burocracia.
Edivaldo foi eleito como suplente da comissão que discutiria a implementação da Cantina ou RU de acordo com a demanda estudantil. Depois de ter seus posicionamentos questionados na reunião da noite de segunda, o estudante Tiago foi embora extremamente nervoso. Para terminar a peleja e com a visita da arquiteta da Universidade, os estudantes Edivaldo e Tiago conversavam antes de ir para a reunião, Edivaldo cobrava a presença do titular que estava no campus e estava acompanhando o processo da visita ao espaço físico destinado a cantina. Tiago se irritou, pois supôs que Edivaldo não queria ir, quando o mesmo que estava ao lado da arquiteta e do estudante estava apenas aguardando uma definição das pessoas que iriam. O estudante já alterado esperou Edivaldo virar as costas, para agredi-lo com um empurrão e um chute, ainda após a agressão enquanto outros estudante estavam saindo, ele fazia ofensas públicas ao caráter de Edivaldo e ainda ameaçava os outros estudantes dizendo que quem discordasse de suas posições “entraria na porrada”.Covardemente agredido, o estudante já registrou um boletim de ocorrência pela agressão, e entrará contra o estudante em processo administrativo pedindo sua expulsão do Conselho Universitário e punição exemplar acreditando e esperando que a Universidade tome alguma medida.
A Unipampa apresenta demandas que se conformam com as demais demandas de todo o ensino público brasileiro. Os estudantes lutam por moradia estudantil, sendo que o aluguel de algumas casas chega a mais de um salário mínimo por mês e em alguns casos, se tem o aumento de R$ 50 por semestre no aluguel. A vinda de uma cantina que já está em obra, mais uma vez retira a responsabilidade da alimentação estudantil de baixo custo do Governo Federal e coloca na conta de uma empresa privada, privatizando os serviços básicos da universidade. As bolsas permanência não contemplam grande parte dos estudantes carentes, muitos estudantes ficam sem ter onde morar e sem emprego para pagar o valor exorbitante do aluguel evadindo os cursos em uma taxa bastante significativa, alguns indo embora antes mesmo do início do curso.
Essa não é a primeira vez que a Unipampa é cenário de caso de violência, há cerca de dois anos um professor moveu uma ação para apurar o caso de racismo e homofobia dentro de sala, além do caso do estudante Helder agredido pela Brigada Militar e em ambos os casos a Universidade nada fez de concreto.
Juntamo-nos ao coro dos estudantes, que não admitem que a diferença de opiniões políticas sejam resolvidas com agressão física. A covardia demonstrada pelo estudante Tiago só faz com que pensemos em que eixo gira o movimento estudantil que construímos no Brasil. Essas atitudes reforçam apenas aqueles que querem e precisam de um movimento estudantil fraco, desorganizado, guiado apenas por interesses particulares em detrimento à necessidade dos discentes.
Estamos unidos com aqueles que não se vendem, e fazem movimento estudantil autêntico independente e que de fato defenda os interesses dos estudantes.E deixamos claro que apoiamos o aluno agredido em todas as ações que forem cabíveis e tomadas pelo mesmo. Como coletivo estudantil temos a obrigação de rechaçar práticas como essas que só fazem o Movimento Estudantil ficar cada vez mais debilitado e antidemocrático.
Todo apoio ao companheiro Edivaldo, e Vamos à Luta!