
Nesse momento, centenas de estudantes da UFF estão legitimamente ocupando a reitoria desta universidade. Nós da juventude nacional Vamos à Luta que também construímos a ocupação gostaríamos de prestar nossa total solidariedade com a decisão dos estudantes em permanecerem ocupados até que se abra um canal de negociação.
Sabemos que essa será a única forma para defender a universidade pública gratuita e de qualidade. Principalmente num momento em que a UFF vive um processo de expansão irresponsável, com salas de aulas abarrotadas, falta de professores, insuficientes bandejões e a falta de democracia aliada a truculência do REItor Roberto Sales. Os estudantes querem o fim dos cursos pagos, não querem a via orla e via 100 e reivindicam assistência estudantil e segurança.
A ocupação da UFF inaugura uma avalanche de mobilizações
A revolução no mundo árabe, a ebulição dos indignados na Europa e a irreverente rebeldia dos jovens chilenos contagiaram mais cedo os estudantes brasileiros. Mal iniciou o segundo semestre e uma avalanche de mobilizações começou a percorrer universidades e instituições educacionais no Brasil. Não seria difícil prever, afinal a economia mundial segue em profunda crise. Desde os EUA, passando por França, Grécia e até Inglaterra, o sistema financeiro é uma enxaqueca que nenhum remédio tem resolvido.
De outro lado, a crise política que pegou o governo Dilma, os escândalos de corrupção e o forte aperto fiscal, aumentou as tensões que vinham se acumulando de tempos atrás.
Nas universidades o corte de 3,1 bilhões feitos pelo governo federal é resultado da política econômica do governo. Só no mês de julho o governo “economizou” com as áreas sociais R$11,2 bilhões e em 7 meses a “economia” de gastos, sob as custas da precarização da educação e saúde, foi de R$66,9 bilhões. O duro ajuste somado aos efeitos do desastroso Reuni não poderia gerar outro resultado. Numa dezena de instituições os estudantes ocuparam reitorias ou protagonizaram fortes mobilizações. UFSC, UFPR, UFF, UFSM, UFMA, IFBA, UFAM e UEPA foram as primeiras. Seguiram o exemplo da greve dos servidores técnico administrativos que já completa mais de 2 meses enfrentando o governo e em diversas universidades começa a radicalizar, como na UFRGS onde ocuparam a reitoria.
Fortalecer e nacionalizar as mobilizações estudantis e a greve dos servidores
A explosão dos protestos estudantis ocorre no mesmo período em que a greve dos servidores técnico-administrativos completa quase 3 meses. Apoiar a greve também é lutar por mais verbas para educação, só assim podemos conquistar mais verbas para educação. A vitória dos servidores será também uma vitória contra as filas do R.U, a falta de livros nas bibliotecas e a segurança nas universidades. A combinação da greve com as mobilizações dos estudantes vai ser fundamental para arrancar vitórias.
Por isso é muito importante que todos os setores combativos do movimento dêem uma resposta imediata. Chamamos a toda esquerda estudantil que se organiza nos DCE´s, Executivas de cursos, por dentro e por fora da UNE a realizar com urgência uma reunião durante a ocupação da UFF e organizar uma jornada nacional de protestos e
ocupações de reitoria.
É necessário e urgente que possamos aproveitar o espaço que vai se abrindo e a crise política no governo para arrancar conquistas. Infelizmente não foi possível realizar uma greve geral da educação com ANDES, FASUBRA e SINASEFE, que impactaria o governo Dilma; por isso, não podemos deixar escapar mais essa oportunidade que de maneira consciente sigamos o exemplo da rebelião juvenil que nossos vizinhos chilenos estão protagonizando.
Vamos à Luta – #ocupauff
