UFMA: ESTUDANTES DE ENFERMAGEM UFMA REALIZAM NOVO PROTESTO

Os estudantes de Enfermagem da UFMA realizaram nesta tarde mais uma manifestação reivindicando melhorias na estrutura. Desta vez o ato aconteceu no Campus do Bacanga onde está reunida a maioria dos cursos da universidade. Concentrados em frente à biblioteca central com narizes de palhaço, segurando cartazes e tocando apitos, os estudantes puxavam palavras de ordem que deram o tom da manifestação. O forte sol que fazia em São Luís não intimidou a estudantada que seguiu em passeata até o prédio da Reitoria onde se finalizou o protesto. Durante o percurso estudantes de outros cursos fizeram falas em solidariedade e afirmaram ser esta pauta de toda a universidade e não só da comunidade acadêmica de enfermagem.

Também foram feitas críticas ao corte de verbas de R$3,1 bilhões de reais do orçamento da educação realizado pela presidenta Dilma no início do ano e que já é sentido hoje quando obras estão paradas e a reforma do departamento de enfermagem suspensa. A falta de professores para muitas disciplinas também foi denunciada, assim como a problemática do Restaurante Universitário (RU), pois a UFMA gastou R$409 mil na construção de um pórtico de entrada e mais de R$500 mil em um self-service privado ao lado do RU enquanto a maioria dos estudantes passa até 40 minutos na fila para se alimentar. A falta de diálogo por parte da reitoria também foi apontada, visto que a administração Natalino Salgado não busca consulta a comunidade acadêmica sobre os rumos da instituição.


Por fim, depois de muita pressão na porta da reitoria, os estudantes foram recebidos pelo vice-reitor Antonio Oliveira que agendou visita ao departamento para discutir com os estudantes no dia 5 de setembro pela manhã, juntamente com a prefeitura de Campus.

O Centro Acadêmico de Enfermagem “Rosilda Dias” (CAERD) está mobilizando o curso para esse dia cobrar da administração superior mais uma vez compromisso com a reforma prometida em campanha para reitoria e o laudo técnico da Defesa Civil avaliando as reais condições do prédio do curso. Seguirão em luta nos próximos dias para pressionar a UFMA a dar respostas concretas aos problemas porque passam.


Na última sexta-feira, 29 de agosto, parte do forro de uma das salas desabou e outras partes já dão sinal de comprometimento. Os estudantes denunciam também fiações elétricas expostas, inúmeros pontos de infiltração e rachaduras.