Nota sobre a falta de estrutura do Depto. de enfermagem da UFMA

Na tarde desta sexta-feira, 26 de agosto de 2011, os estudantes de enfermagem da UFMA realizaram um ato na frente do prédio. O forro de uma das salas desabou durante a chuva, porém o problema é antigo. Estudantes e funcionários reclamam constantemente de problemas na estrutura do prédio como infiltrações, rachaduras, mofo e cupins nas salas, que se agudizam a cada fenômeno meteorológico que ocorre, além dos problemas de projeto que tornam o prédio mais insalubre ainda.
 
A expansão da UFMA propagandeada pelo reitor Natalino Salgado baseia-se na construção e reforma de alguns prédios, aumento do número de vagas, abertura de novos campi e criação de novos cursos, conforme preconiza o REUNI. No entanto, não se discute em que condições essa “expansão” vem se dando. Algumas obras estão paradas, aumentam-se o número de vagas sem que ocorra o crescimento do quadro de pessoal, colocando para os professores uma sobrecarga de trabalho extrema e não há uma política de assistência estudantil que possibilite aos estudantes a sua permanência na universidade.
 
O triste acontecimento do desabamento é conseqüência de anos de descaso com a política educacional não somente na UFMA, mas em todas as universidades públicas. Além das grandes obras anunciadas pelo reitor a universidade tem inúmeros problemas estruturais, a exemplo do curso de Enfermagem que teve a reforma do prédio suspensa pela falta de recursos, resultado do corte de verbas de R$3,1 bilhões do orçamento da educação realizados pela presidenta Dilma no início do ano. Corte este já sentido pelos estudantes nas instituições de todo o país.
 
O Centro Acadêmico de Enfermagem “Rosilda Dias” (CAERD) faz um chamado à comunidade acadêmica a não aceitar passivamente essa situação. Estudantes e servidores não podem mais continuar submetidos ao risco de novos acidentes como o de hoje e por isso exigimos um laudo da defesa civil para o retorno as aulas.
 
CENTRO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM “ROSILDA DIAS”
COLETIVO ESTUDANTIL “VAMOS À LUTA”