Iniciamos o ano de 2015 com vários ataques aos direitos da juventude e trabalhadores, pois com o acirramento da crise econômica mundial, o governo Dilma (PT/PMDB) vem aplicando um ajuste fiscal que dificulta o acesso ao seguro desemprego, aumenta tarifas, o preço da gasolina e corta verbas das áreas sociais tudo isso para economizar dinheiro para pagar a dívida pública aos banqueiros. Na educação, por exemplo, ao contrário do discurso de Pátria Educadora, foi feito um corte de R$ 7 bi, cerca de 33% do orçamento das universidades. Na UFPA, os problemas tendem a se aprofundar: sentimos diariamente o caos na estrutura física da universidade, com a biblioteca central que é quente, escura e sem um acervo que atenda a todos os estudantes, assim como nas salas de aula que há muito tempo precisam de manutenção nos ar-condicionados , instalações elétricas, bebedouros com problemas. Faltam também bolsas de pesquisa e extensão, concursos públicos para professores e técnicos e a interminável fila do RU, que faz com que os estudantes percam de 1h a 2h só para almoçar. Nós, do coletivo Vamos à Luta, acreditamos que o ajuste fiscal aprofunda cada vez mais a crise instalada no sistema educacional brasileiro e que este só poderá ser combatido através da luta dos estudantes. Por isso queremos debater com a comunidade acadêmica em geral, entidades e coletivos do movimento estudantil a necessidade de uma unidade dos estudantes para organizar as lutas dentro de nossa universidade. Para isso devemos seguir o exemplo dos estudantes da UFF que realizaram uma assembleia estudantil e paralisaram junto com professores e técnicos em 7, 8 e 9 de abril e votaram um programa contra o corte de verbas.
Unidade da esquerda no DCE-UFPA para derrotar o ajuste fiscal de Dilma/Levy!
Devemos aproveitar também a campanha eleitoral do DCE, que se aproxima, para ampliar esses debates e elaborar conjuntamente uma real alternativa para nossos problemas, compondo uma chapa que seu programa represente todos os estudantes indignados com as medidas de Dilma/Levy, que se coloque como oposição de esquerda a este governo e à Reitoria, e incorpore todos os setores da oposição de esquerda da UNE (Juntos, Vamos à Luta e PCR), a ANEL, o Pajeú e independentes, pois só unificando nossas forças teremos condições de barrar os cortes na educação e derrotar os grupos estudantis ligados ao governo, como a UJS/PCdoB e a Kizomba/PT, da direção majoritária da UNE, que querem ganhar o DCE para transformar nossa entidade num braço da Dilma e da Reitoria da UFPA entre os estudantes.
