Manifesto do Coletivo Vamos à Luta UFMG – Março/Abril 2015

2015 um ano de lutas contra os cortes e o ajuste fiscal
O ano mal começou e as medidas adotadas pelo governo Dilma são de ataques aos trabalhadores, estudantes e ao povo pobre. O Governo indicou para o Ministério da Fazenda um banqueiro profissional (Joaquim Levy – ex Bradesco e FMI) e começou o ano anunciando um duro ajuste fiscal, que seria necessário para “equilibrar as contas públicas”. Mas na verdade a intenção do Governo Dilma é de fazer com que a juventude e os trabalhadores paguem a conta da crise econômica e da corrupção. Foram anunciadas novas restrições a direitos trabalhistas, como no seguro desemprego que exigirá 18 meses trabalhados para o acesso no primeiro emprego. As restrições terão como consequência que 60% de jovens trabalhadores perderão o direito ao seguro nos próximos anos (dados do DIEESE). Mesmo antes dessas medidas a juventude pobre já era a que mais sofria no mercado de trabalho, exercendo trabalhos precarizados como telemarketing, em rede supermercados, nas lojas e nos fast-foods. As medidas do Governo Dilma/Levy condenam os jovens trabalhadores a ainda mais penúrias e dificuldades.

Educação e Universidades em Crise 

No final de 2014 o governo anunciou cortes no orçamento e um duro pacote de ajuste fiscal, a educação foi um dos setores mais atingidos, com mais de 7 bilhões de reais em cortes e que pode aumentar. O verdadeiro “pacote de maldades” do Governo Dilma, revela que o lema da “Pátria Educadora” ficou apenas no discurso de posse. As Universidades Federais estão em crise, várias já comunicaram que não há verbas para viagens estudantis, a bolsa da CAPES atrasou no início do ano, os terceirizados não recebem e as Universidades demitem funcionários. Na UFRJ as aulas foram adiadas pela terceira vez por falta de condições, os terceirizados estão em greve e não recebem o salário há cerca de três meses.
Na UFMG a crise é aguda, as politicas do governo tem atingido em cheio os trabalhadores terceirizados, estudantes e a estrutura da Universidade. Faltam materiais para trabalho em laboratórios, aulas práticas estão sendo canceladas e até insumos básicos já estão em falta nos Hospitais Universitários. Na segurança 50% dos trabalhadores foram demitidos e em consequência das demissões e da péssima iluminação do CAMPUS, ocorrem assaltos constantes, arrombamentos, tornando-se perigoso principalmente para as mulheres, isso sem contar a cruel matança de gatos na FAFICH. Na limpeza também ocorreram demissões e em consequência aumentou a carga de trabalho dos funcionários, o assedio moral e as violações contra os trabalhadores terceirizados, que já recebem um péssimo salário.
DCE e Majoritária da UNE – Braço do governo na Universidade

Direção Majoritária da UNE (PT/PCdoB) e LJP com
Secretário Geral da Presidência Miguel Rosseto 

No movimento estudantil a Direção Majoritária da União Nacional dos Estudantes – UNE (UJS/PT) é um verdadeiro braço do Governo Dilma, por isso não convocaram nenhuma mobilização contra os cortes. Já na UFMG a gestão do Diretório Central dos Estudantes – DCE (PT/LPJ) seguiu o mesmo caminho, não fez nenhum enfrentamento ao governo e a reitoria, que em 2014 aprovou a privatização do Hospital das Clínicas. A Copa do Mundo passou e a UFMG foi considerada território FIFA, o DCE não participou da mobilização de diversos estudantes em defesa da autonomia universitária, sendo que até o calendário acadêmico foi alterado por conta da Copa que serviu para enriquecer a corrupta FIFA.

É necessário uma nova direção no Movimento Estudantil e no DCE! 
As pautas levantadas pela juventude em junho de 2013 não foram atendidas pelos governos e políticos, porém a juventude e o trabalhadores continuam protagonizando importantes lutas e greves. Como na greve dos professores do Paraná que derrotou um plano de ajuste do governo tucano, nos operários do ABC que reverteram as demissões, garis do RJ, em BH os operadores de telemarketing da CONTAX protagonizaram uma forte greve. Nas Universidades os estudantes também lutam como a UNIRIO que após anos de luta conseguiram o bandejão, na UNAMA contra o aumento da mensalidade e os trabalhadores terceirizados de Federais do Rio de Janeiro em greve.
Na UFMG em abril vai acontecer as eleições do DCE, o Coletivo Vamos à Luta e a CST/PSOL entende que é necessário construir uma nova direção para movimento estudantil, capaz de defender os interesses dos estudantes e dos trabalhadores, com independência política dos governos e das reitorias. É fundamental que as eleições do DCE cumpram o papel de armar o movimento estudantil para os próximos enfrentamentos que estão por vir, seja nas universidades ou fora delas por isso defendemos a unidade da esquerda com um programa que atenda as necessidades do momento e da luta contra o ajuste fiscal, convidamos estudantes, coletivos e movimentos da UFMG (como Voz Ativa; Isegoria; UFMG Sem Catracas; Juventude às Ruas) a construirmos uma oposição unificada nas eleições do DCE/UFMG! Vamos à Luta!

Dia 26 de março é dia de mobilização no Brasil e na UFMG! 
No Brasil inteiro, a juventude e os trabalhadores já estão dando o recado de que não vão pagar pela crise econômica. O Coletivo Vamos à Luta, o PSOL e outros coletivos e movimentos estão empenhado nessa construção! Participe do #26M na UFMG: Concentração na portaria da Antônio Carlos a partir das 7:30!