SOMOS TODOS METROVIÁRIOS: READMISSÃO DOS 42 DEMITIDOS POR ALCKMIN (PSDB)

Chega de corrupção e repressão no metro!

A greve de cinco dias dos metroviários de São Paulo, as vésperas da COPA da FIFA, sofreu um dos mais duros ataques dos últimos anos. Além da violenta repressão por parte da Tropa de Choque da Polícia Militar, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, mandou demitir 42 trabalhadores. Na tentativa de sufocar a entidade a justiça paulista bloqueou cerca de R$ 900 mil do sindicato para o pagamento de “multas”. O governo Dilma e seus Ministros, o prefeito Haddad, o PT e o PCdoB, atuaram juntamente com Alckmin, o PSDB, a mídia e a justiça burguesa contra a greve do metro. Se agora tentam colocar a culpa nos Tucanos “repressores” é unicamente por questões eleitoreiras. Não podemos, portanto, nutrir expectativas nesse setor.
Após a derrota da greve, cujo balanço não trataremos aqui, a categoria se rearticula em defesa dos 42 demitidos. Na assembleia do dia 26/06 foi aprovada a realização de ato público em conjunto com o MTST e personalidades no dia 03/07, além de medidas econômicas para manutenção dos que estão afastados de seus postos de trabalho. Várias entidades e movimentos se solidarizam com a causa no Brasil e no mundo (http://www.metroviarios.org.br/site/index.php?option=com_content&Itemid=&task=view&id=1877). O Vamos à Luta é parte dessa campanha com a mesma energia que estivemos no apoio a greve. Tarefa que pode ser abraçada unificadamente por todos os coletivos e juventudes da Oposição de Esquerda da UNE, da ANEL, pelos DCE’s e grêmios de luta, Executivas e Federações de curso combativas e por cada ativista que está nas ruas desde junho.
As centrais sindicais majoritárias, como a direção da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, etc, nada fizeram efetivamente nas categorias que estão sob sua direção para cercar de apoio concreto os metroviários. Ou seja, o “apoio” tão divulgado ficou só no discurso. Por isso exigimos que a burocracia rompa a trégua com os governos e os patrões e mobilize ofensivamente para os atos unificados. Além de incluir esse tema nas campanhas salariais do segundo semestre e contribuir generosamente com o fundo financeiro de apoio aos demitidos.
“Está em curso uma clara intervenção política no Sindicato dos Metroviários. Ao demitir quase um terço da direção da entidade e tentar nos sufocar financeiramente, porque ousamos lutar e denunciar a corrupção por parte desse governo no metrô de São Paulo, Alckmin tenta mandar um recado ao movimento sindical combativo e aos movimentos sociais, que não o desafiem. De nossa parte, não nos calarão, seguiremos firmes, para isso contamos com a solidariedade do movimento sindical combativo, de intelectuais, artistas e defensores dos direitos humanos para que se somem na campanha pela readmissão, bem como na defesa de nosso direito de protestar e defender o patrimônio estatal”, disse Alex Fernandes (secretario geral do sindicato dos metroviários) integrante da UNIDOS PRA LUTAR e um dos trabalhadores demitidos.
Nossa juventude vai ajudar na divulgação dessa batalha. Entre nessa campanha enviando texto abaixo para o Portal do Governo do Estado de São Paulo:http://www.saopaulo.sp.gov.br/ no ícone FALE CONOSCO. Com cópia para: sindicalismoclassista@gmail.com
“Ao Governador de São Paulo Sr. Geraldo Alckmin
Da: Entidade ou personalidade
Sr. Governador Geraldo Alckmin,
Todos acompanhamos a legitima greve dos trabalhadores metroviários do Estado de São Paulo, bem como nos indignamos com a forma violenta que foi reprimida, não somente a categoria, como também as dezenas de lutadores sociais que junto com os metroviários exigiam transparência nas finanças do metrô de São Paulo e exercitavam seu legitimo direito de reivindicar reajuste salarial e melhores condições de trabalho. As manifestações ocorridas em junho de 2013 parecem que não lhe fizeram compreender que o povo não lutava somente por R$ 0,20 (vinte centavos).
Exigimos a imediata readmissão dos 42 trabalhadores metroviários demitidos, o arquivamento de todo e qualquer processo administrativo ou sindicância contra esses ou outros trabalhadores (as), bem como, o fim das perseguições e assédio moral por parte do governo e do metrô para com a categoria metroviária.”
PARA DOAÇÕES: conta no Banco do Brasil. A agência é 6.821-7 e a conta corrente é 373-5. A conta é do Sindicato