Os técnico-administrativos estão em greve!

Desde o dia 10 de novembro os técnico-administrativos em educação (TAE’s) das universidades federais brasileiras estão em greve por tempo indeterminado. Entre as pautas da categoria estão a defesa da educação e dos serviços públicos, o combate ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV), e ao aumento da contribuição previdenciária para servidores e a luta para barrar a contrarreforma da Previdência. Além disso foi aprovada pela categoria a participação, em conjunto com demais categorias de servidores federais, na Caravana Nacional à Brasília que ocorrerá no dia 28 de novembro. O protesto foi definido pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe).

Por que os estudantes devem apoiar a greve dos TAE’s?

Essa importante greve dos TAE’s demonstra a enorme indignação da base dos trabalhadores das universidades públicas contra o processo de sucateamento que há muitos anos os serviços públicos em geral vem sofrendo para os governos neoliberais manterem seu compromisso religioso de cortar da educação para pagar a fraudulenta dívida pública que só serve para enriquecer banqueiros. É nesse mesmo processo de sucateamento que está inserida a já aprovada PEC do fim do mundo que congela os investimentos em educação por 20 anos. O objetivo dos governos é trilhar o caminho para privatizações e terceirizações das nossas universidades e serviços públicos. Além disso, o governo Temer e o Congresso Nacional corrupto já aprovaram a reforma trabalhista, a nova lei das terceirizações e querem aprovar a reforma da previdência. Os ataques prejudicam a juventude e trabalhadores e só tem uma alternativa que é LUTAR! Portanto é essencial cobrir de solidariedade, pois diferente da UJS/PCdoB e LPJ/PT que  criminalizam essa luta e não batalham para que saiam vitoriosos, O VAMOS À LUTA faz um chamado aos ativistas independentes, coletivos da Oposição de Esquerda da UNE, CAs e DCEs possam participar dos piquetes da greve, organizem nota de solidariedade e construam assembleia para que possamos unificar, assim como nas ocupações de 2016 onde estudantes, professores e técnicos estavam lado a lado.

A UNE e a UBES estão na contramão das lutas!

O governo corrupto de Temer tem apenas 3% de aprovação e é talvez o mais odiado do mundo. Mas mesmo com toda essa indignação, temos tido dificuldade para lutar contra seus ataques. Isso acontece por causa do grande acordão que está em curso no nosso país envolvendo o judiciário, os grandes partidos da ordem (PT, PSDB, PMDB) e as burocracias das maiores centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical). É um grande acordo nacional para salvar corruptos como Aécio, manter Temer até 2018 e Lula poder concorrer. Por isso é que após o sucesso da greve geral do dia 28 de abril, desmobilizaram a greve do dia 30 de junho. Infelizmente a UNE e a UBES, sob direção da UJS/PCdoB, também fazem parte desse acordão, não incentivando os estudantes a se mobilizarem e vendendo a ilusão de que Lula em 2018 resolverá nossos problemas. O mesmo Lula que disse recentemente que não é mais hora de dizer “Fora Temer” e que que jogam nosso futuro no lixo!

Pra barrar o ajuste fiscal e colocar pra fora Temer e todos os corruptos!

Diante de todos esses ataques só a unificação das lutas pode garantir nossos direitos e botar pra fora os corruptos odiados pela classe trabalhadora. É por isso que a greve da FASUBRA é um exemplo que deveria ser seguido pelas demais categorias como o ANDES e o SINASEFE, rumo à greve unificada dos SPFs. A Caravana à Brasília contra os ataques do governo no dia 28 de novembro é uma boa iniciativa e no dia 29 já se inicia o CONUBES, por isso exigimos que a UNE e a UBES se somem e fortaleçam a caravana. Os estudantes devem batalhar pela unificação das lutas e ir às ruas ao lado da classe trabalhadora pra barrar o ajuste fiscal e colocar pra fora Temer e todos os corruptos que querem acabar com o nosso futuro!